sábado, 7 de agosto de 2010

Para o alto e avante!




Foi com muita alegria que, nesta semana, fui abordado com a proposta de assumir o Blog do Treze no site do Esporte Interativo, o canal transmissor do Campeonato do Nordeste. Devo isso a Genésio Nunes, o antigo blogueiro, que me indicou à gestão. Por falta de tempo, ele não pôde manter a atualização frequente do Blog, o que culminou em sua saída.

Fico feliz por ter sido escolhido para o trabalho e, por outro lado, triste, pois os trezeanos terão uma fonte de informação a menos. Para compensar isso, penso em, no mínimo, melhorar como porta-voz da torcida trezeana e provar que o nome do Treze a nível nacional estará em boas mãos.

Espero que os leitores contribuam com isso, interagindo com os futuros posts, sempre comentando na Caixinha de Sugestões.

O último post foi escrito por Genésio Nunes, porém a administração já está sobre meu controle.

O link é http://diario.esporteinterativo.terra.com.br/treze-pb/

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Queimando a língua





Frase do último post: Quando a torcida mais imagina que a vitória é certa, maior é probabilidade do Treze decepcionar.

O gol contra de Fernando expôs exatamente o que foi a partida de ontem. Não foi o Botafogo que conseguiu o empate. Foi o próprio Treze que não venceu. Até o momento, foi o pior resultado do Galo no Campeonato do Nordeste. Agora, para conseguir a liderança, o time deve vencer o CSA, em Maceió, na próxima rodada.

Defensivamente, o adversário alinhou um 3-4-1-2, com marcação homem a homem nos médios ofensivos do Treze, dificultando a nossa posse de bola. Sobrou espaço ofensivo para Pio e Fernando, que vinham de trás, mas, com os meias marcados, eles não tinham opção de passe curto. Era evidente a dificuldade do Galo em penetrar na área botafoguense.  

Como esperado, a criação do Botafogo praticamente não existiu. O time se aproveitava apenas de jogadas de contra-ataque, mas, na hora que o jogo individual era necessário, o Treze sempre levava a melhor. 

Contra-ataque rápido

Tenho criticado, outrora, a falta de velocidade do contra-ataque do Treze. Ontem, o Galo chegou ao gol após desarme e rápida ligação entre defesa e ataque. Chegamos ao gol com poucos toques na bola.

Intocável

É visível a superioridade do momento em que vive Cléo em relação a Vavá. Além do baixinho estar desempenhando importante papel tático, abrindo nas pontas e chamando a marcação, também é o maior assistente do time no segundo semestre e marcou gols nos últimos jogos.

Por sua vez, Vavá não se posiciona bem, o que explica o fato de não receber passes em condição de gol. Desde a partida contra o ABC, no dia 24/06, que não marca sequer um gol com bola rolando. Depois disso, além de não marcar, também não produziu para o time.

Por que o treinador tirou Cléo, e não Vavá?

Faltou atitude

Após sofrer o gol, o time necessitava de uma formação mais ofensiva. As opções mais óbvias:
a)      
     a) Retirar um meia e pôr Thiago Cunha centralizado, com Cléo e Vavá abertos nas pontas. O time passaria para o esquema 4-2-1-3.
b)            b)Trocar Cleidson por Alex Maranhão, para um maior suporte lateral ofensivo.
c)                  c)  Com o passar do tempo, as duas opções acima.

Marcelo Vilar optou por trocar apenas seis por meia dúzia. O time continuou no 4-2-2-2, mesmo precisando do resultado.

Abaixo, as notas de cada atleta e breves comentários.

Tony – 7,0 – Seguro. Difícil ser vazado, foi vítima letal do gol contra.

Niel – 6,0 – Após se posicionar de forma bizarra no 1º tempo, corrigiu os erros na 2ª etapa e fez boa partida. Na marcação homem a homem, é muito eficaz – fez 5 desarmes. Foi dele um passe excepcional que começou o contra-ataque do gol trezeano.

Tiago Messias – 7,0 – Raçudo e seguro na defesa.

Anderson – 7,5 – Bom nos desarmes e o porto seguro do time no jogo aéreo.

Cleidson – 5,5 – Posicinou-se bem na defesa, mas faltou apoio ao ataque.

Pio – 6,5 – Importante nas saídas de bola e nas ligações diretas entre defesa e ataque. Foi o maior ladrão de bolas do meio-de-campo e ainda tentou 3 arremates ao gol. Cometeu 6 faltas, o que corresponde a 50% das cometidas pelo Treze.

Fernando – 6,0 – Posicionou-se bem na defesa, foi participativo e também deu investidas ao ataque. No 2º tempo, retornou com futebol apático. Acabou marcando um gol contra.

Rone Dias – 7,0 – Fez boas jogadas individuais, driblando o adversário e lançando de forma excepcional. Deu ótimos passes e teve boa acurácia na distribuição do jogo.

Miltinho – 5,0 – Pouco participativo, também errou muito quando cruzava na área.

Cléo – 7,5 – Muita movimentação e importância tática na equipe. Pouco errou no jogo – salvo quando foi desarmado, duas vezes. Porém, arrematou de pé duas vezes no gol, acertou 3 passes e ainda marcou o tento que abriu o placar.

Vavá – 5,0 – Futebol tímido, dominando a bola e tocando de lado. Tem ao seu favor a raça de retornar à defesa e ajudar na marcação. Em 90 minutos em campo, chutou a gol apenas uma vez.

Alex Maranhão – 5,0 – Entrou para dar melhor dinâmica ao meio-campo, mas não utilizou todo o gás que possuía.

Thiago Cunha – 6,0 – Em pouco tempo, demonstrou bom posicionamento, que lhe proporcionou um grande arremate de dentro da área, obrigando excelente defesa do goleiro adversário. Também teve outra oportunidade, quando chutou rente à trave. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tudo ao nosso favor





Quando a torcida mais imagina que a vitória é certa, maior é probabilidade do Treze decepcionar. O adversário é o lanterna da competição, carrega tabu de 16 jogos de freguesia, está há 8 anos sem ganhar sequer um título, não tem torcida e sequer ostenta tradição. É mais um daqueles jogos em que nem o mais pessimista dos trezeanos pode imaginar um tropeço.

Mas o futebol não é previsível. Ao contrário do Treze, o Botafogo deverá encarar a partida como a mais importante da sua vida – pelo Galo ser seu maior rival, pela situação na tabela e pelo fato de disputar apenas esta competição. Lógico, o Treze é superior em todos os aspectos – tática, técnica e fisicamente – e ainda contará com o apoio da maior torcida do estado.

O Botafogo deve alinhar-se no 4-3-1-2. O ponto fraco desta formação está na individualidade de alguns atletas. Por exemplo, o único meia de ligação, Chapinha, não é um armador nato, o que seria imprescindível nesta formação. A fragilidade no meio adversário é tudo o que o Treze quer, já que isso deverá ocasionar ataques laterais, justamente onde o Galo é mais forte na defesa. Com dois atacantes de velocidade, é provável que a Xerox só assuste em jogadas de contra-ataque ou, em hipótese menos provável, em bolas paradas.

Vote na enquete ao lado e dê sua opinião!

Confrontos diretos entre Treze e Botafogo(PB):

Jogos: 366
Vitórias do Treze: 147
Vitórias do Botafogo: 115
Empates: 104
Maior goleada: Treze 8-1 Botafogo(25/06/1950)


Escalações prováveis:
Treze(4-2-2-2): Tony, Niel, Tiago Messias, Anderson, Cleidson; Pio, Fernando; Rone Dias, Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.
Botafogo(4-3-1-2): Genivaldo, Danilo, Alysson, Ricardo Mamborê, Cláudio Ribeiro; Val, Célio, Ricardo Miranda; Chapinha; Manú e Paulinho Macaíba. Técnico: Francisco Diá.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Respeitem o líder do Nordestão!





As divergências entre as cidades de Campina Grande e Caruaru não cessam a partir do São João. Os caruaruenses, detentores de uma festa junina com talvez a metade da infra-estrutura que possui Campina Grande, cantaram a vitória do Central sobre o Treze, durante toda a semana que antecipou o jogo entre as duas equipes. Esqueceram de respeitar o clube que é, atualmente, o líder do Campeonato do Nordeste. O Galo não fez uma partida brilhante, mas jogou o suficiente para sair do Lacerdão de forma triunfante. O jogo foi ganho na tática. 

O Central, atuando no esperado 4-2-2-2, variava taticamente quando os jogadores Rogério e Fagner permutavam suas posições. Na prática, isso transparecia uma formação 4-2-1-3. Com 2 laterais plantados na defesa, ir de encontro a uma linha de 3 era tudo que a defesa do Treze queria. Além disso, o único médio ofensivo do Central, Raúl Diogo, deslocava-se até os flancos, para tabelar com os (fracos) laterais e deixava o meio vazio. Cabia ao centro-avante Fabrício Ceará recuar e cobrir este espaço, mas era bem marcado pelos volantes trezeanos. 

Abaixo, o olho tático deste lance, que aconteceu diversas vezes, no 1º tempo. Notem como o Treze(de branco) sobrava na marcação. Notem como os laterais do Central são tímidos. Desmarcados, eles não tinham confiança de ir até a linha de fundo e puxar a marcação dos laterais trezeanos, abrindo espaços para os pontas. Com isso, o Central forçava lançamentos diagonais para a área do Galo, ou, então, tocava de lado até perder a bola.



Enquanto isso, o Treze tinha paciência e qualidade para trabalhar a bola no ataque. Os melhores lances do Central aconteciam em jogadas de contra-golpe, mas a lentidão atrapalhava. No 2º tempo, Adelmo Soares corrigiu o erro com a entrada de mais um atacante - Fábio Silva - e solicitou ligações diretas entre laterais e pontas, sem a recepção da bola pelo meio. O Treze foi salvo pela má finalização do adversário e pelas qualidades técnicas de Tony e do miolo de zaga.

Aos 25 minutos, o atacante Thiago Cunha aproveitou escanteio cobrado por Miltinho e cabeceou, abrindo o placar no Lacerdão. A bola parada, como era sabido, é um problema crônico da defesa do Central.

Se o empate praticamente classificava o Treze, a vitória assegura ainda mais o Galo na fase eliminatória. Porém, logicamente, atletas e comissão técnica só devem sossegar após a vitória no próximo domingo, diante do mesmo Central, no Amigão.


Tony – 7,0 – Pouco exigido em arremates, continua firme nas saídas de gol. Salvou o time em uma delas, no mano a mano, tirando a bola dos pés do atacante adversário.

Niel – 5,5 – Melhora defensiva considerável. Falta mais participação.

Tiago Messias – 9,0 – Um monstro em campo. Segurou o ataque adversário e foi o maior ladrão de bolas do Treze - 14 desarmes. Muito perigo na bola aérea ofensiva também.

Anderson – 5,0 – A atuação brilhante de Tiago Messias o apagou. Jogou muito através de balão, o que não lhe é normal.

Cleidson – 6,0 – Apresentou-se bem nas saídas de bola, driblando o adversário e dando o passe. Na defesa, fez 8 desarmes, mostrando-se seguro.

Roni – 6,5 – Desarmou bastante, entretanto não foi tão bom com a bola no pé. Errou passes e fez faltas perigosas contra o Treze.

Weverson – 7,5 – Grande ladrão de bolas, foi o principal desarticulador das jogadas adversárias, no meio-de-campo. Falhou em errar passes, em alguns contra-ataques.

Rone Dias – 8,0 – Principal elo entre armação e ataque e distribuidor de jogo no meio-de-campo. 92% de acurácia nos passes.

Miltinho – 7,0 – Movimentou-se bem e executou papel tático importante, permitindo que o time ficasse mais tempo com a bola, graças à sua distribuição de jogo. Foi dele a assistência para o gol.

Cléo – 6,0 – Apesar da boa movimentação e de não ter errado passes, estava perdendo várias jogadas individuais para os zagueiros do adversário. Melhorou na finalização.

Vavá – 5,5 – Só aparecia quando, nos contra-ataques, recebia a bola no meio-de-campo, dominava e passava – às vezes, errado. Não tem presença de área e nem cria oportunidades de gol para os companheiros.

André Lima – 6,0 – Seguro, mas praticamente não apareceu no jogo. 

Marcinho Guerreiro – sem nota.

Thiago Cunha – 7,0 – Entrou e marcou o gol da vitória. Além disso, foi determinado e conseguiu participar do jogo – até mais que Vavá, que jogou o jogo inteiro. Pecou em se posicionar em impedimento, duas vezes.