quarta-feira, 30 de junho de 2010

E o freguês tinha mesmo razão




O Brasil venceu e convenceu. Claro, o 3-4-3 formado por El Louco Bielsa, com um losango no meio – com Isla e Vidal bem abertos nas pontas, carimbou o suicídio chileno. O Brasil, no 4-2-3-1 – com Daniel Alves, Kaká e Robinho formando a linha à frente dos volantes, melhorou a saída de bola e a marcação no setor esquerdo, graças à entrada de Ramires, que não erra passes e ainda cobre Michel Bastos.

Mais uma vez, prevaleceu a técnica brasileira, aliada ao nó tático que praticamente não permitiu que os chilenos jogassem. O placar de 3-0 reflete exatamente o que foi o jogo, onde o Brasil, novamente, mandou o Chile, velho freguês, para casa.

Júlio César – 6,0 – Errou muito na reposição de bola com o pé.

Maicon – 6,5 – Parede na marcação, participativo no ataque. Assistência para o gol de Juan, após cobrança de escanteio.

Lúcio – 7,0 – Seguro na marcação, mas, às vezes, nervoso.

Juan – 8,0 – Tranquilo, ladrão de bolas e artilheiro. Impulsão e cabeçada fantásticas para abrir o placar em Ellis Park.

Michel Bastos – 5,5 – Demonstra deficiência para marcar, mas, até então, não tem comprometido. Falta segurança para carregar a bola e fazer jogadas ofensivas.

Gilberto Silva – 8,0 – Não errou passes – embora tenha acionado apenas os zagueiros e o ala-direito, Maicon. Maior responsável pelos desarmes no meio-campo.

Ramires – 8,5 – Muitos desarmes, velocidade e distribuição de jogo. Também chegava muito bem à frente e arriscou de longe. Fez o time dar adeus ao problema na saída de bola, que era comandada por Felipe Melo. Em bela jogada pelo meio, carregou a bola, driblou adversário e deixou Robinho de frente pro gol – lance do 3º gol brasileiro.

Daniel Alves – 7,5 – Jogador mais participativo do jogo, após muita movimentação, foi coroado como o jogador que mais deu passes. Marcou bem e também pressionou o adversário no campo de defesa.

Kaká – 7,0 -  Alguns passes errados e bolas perdidas, no primeiro tempo. Deu assistência inteligente para o gol de Luís Fabiano.

Robinho – 7,5 – O homem do jogo FIFA foi o que mais foi desarmado em todo o jogo. Mas foi eficiente: iniciou o contra-ataque que originou o primeiro gol brasileiro e também deixou a sua marca.

Luís Fabiano – 6,5 – Fez muito bem o pivô, tocando bem a bola para quem vinha de trás. Abriu o placar do jogo, após driblar o goleiro.

Gilberto – sem nota.

Kléberson – sem nota.

Nilmar – sem nota.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Olé! Galo dá baile no ABC e assume a liderança do Nordestão




Neste Domingo, o Treze entrou em campo diante do até então líder do Campeonato do Nordeste – o ABC, em jogo válido pela 6ª rodada da competição. O alvinegro paraibano destruiu os números abcdistas e fez prevalecer o melhor aproveitamento da competição. Com show do meio-campo, o Treze, de virada, comemorou ao final o placar de 3-1 e a conquista da liderança do Nordestão.

O jogo começou como era esperado. O ABC, minimamente melhor em campo, aguardava o Treze para, ao desarmar, acionar seus homens de velocidade e partir para o contra-ataque. Aos 8 minutos, após a saída de bola, o ABC foi chegando e, com 4 homens contra 6 do Treze, aconteceu o mais improvável. Edson – zagueiro improvisado como lateral – tabelou com o meia Claudemir, recebeu na ponta direita, Pio demorou para acompanhá-lo e não chegou a tempo de evitar o erro de cruzamento que culminou na abertura do placar. Wanderson, que fez o certo (foi para o segundo pau, esperar o cruzamento), foi surpreendido com um arremate de força e muita colocação. Chute defensável, mas que não atribui culpa ao goleiro.

Logo após sofrer o gol, o Treze reequilibrou a partida. O ABC se fechava, enquanto o Galo trocava passes no campo ofensivo e esperava as melhores chances para encontrar o espaço de gol. Depois do time maximizar a posse de bola, Miltinho recebe no meio e toca para Pio. O volante encontra Vavá, que domina driblando, passa por dois zagueiros e manda a bola no ninho da coruja! [...] O gol acanhou ainda mais o time abcdista, que passou a sequer contra-atacar. João Paulo, o melhor jogador do time, era anulado pelo zagueiro mais regular do elenco do Treze, André Lima. No finalzinho do 1º tempo, pressão do Treze. Pio domina praticamente do centro do campo, ajeita e manda uma cacetada no travessão de Welligton! No mesmo minuto, Cléo recebe na área e dá de cobertura – a bola, infelizmente, alcança as redes do lado de fora.

Na segunda etapa, aos 15 minutos, após pressionar, o Treze chega a mais um gol. Após contra-ataque, Vavá recebe na entrada da área, dribla Leonardo e, com ótima visão de jogo, dá passe excepcional para Felipe Blau, que acredita na jogada e, na raça, ganha de Renatinho e toca de esquerda, no canto do goleiro abcdista.

O Galo continuou com o mesmo estilo de jogo, mantendo a posse de bola, enquanto o ABC insistia em ficar no campo de defesa. Não demorou e, após troca de passes entre Cléo, Milton e Fernando, a bola chega em Rone Dias, que lança Vavá. O atacante mata no peito, ganha do zagueiro e manda pro fundo das redes. Galo 3-1. Gol que confirma os números do Treze neste tipo de lance: a cada 3 gols alvinegros, no Campeonato do Nordeste, 2 são marcados após a bola já estar empossada no campo adversário. 

Após o 3º gol sofrido, o técnico abcdista, Leandro Campo, resolve arriscar. Ele põe seu time pra frente, oferecendo inúmeras chances de contra-golpe para o Treze. Com meias talentosos e com Cléo em momento inspirado no jogo, os lançamentos entre esses atletas ficaram frequentes. O camisa 11 do Galo perdeu ao menos três oportunidades de gol. Já o ABC, sem forças para penetrar na defesa trezeana, assustava apenas em cobranças de falta. Na última chance clara da partida, dentro da área, Cléo deu bom passe para Marcinho Guerreiro; a bola chega em Miltinho, que corta o adversário e chuta de canhota, mas o zagueiro tira em cima da linha!

No fim, o grito de Olé, vindo das arquibancadas, foi o resumo mais prático que se tem do jogo.

Abaixo, as notas de cada atleta e breves comentários.

Wanderson – 5,5 – No gol abcdista, fez o que qualquer goleiro faria: foi para o segundo pau, aguardar o cruzamento. Infelizmente, o lateral do ABC cruzou errado e fez o gol. No decorrer da partida, entretanto, não transmitiu segurança.

Felipe Blau – 7,0 – Marcou bem em zona e fez desarmes. Em um lance de raça, ganhou do adversário, na área, e marcou o 2º gol trezeano.

Anderson – 6,0 – Muito bom na bola aérea. Mas, assim como Weverson, costuma sair da área e se posicionar adiantado. Tanto é que, no 2º gol, ele acompanhou o contra-ataque e, no momento em que Vavá recebe de Rone Dias, lá estava o nosso zagueiro dentro da área. [...] Quase entrega o gol de empate após uma cheirada, além de calçar de forma brusca o adversário, na entrada da área, recebendo amarelo e quase levando o time a levar o gol de bola parada.

André Lima – 7,5 – Anulou o melhor jogador do ABC, João Paulo(camisa 11). Ainda salvou o time de levar o gol de empate, no segundo tempo, após cheirada de Anderson na grande área, com um carrinho preciso.

João Paulo - 5,0 - Fraco (mas não tanto como em jogos anteriores) na marcação e em nada somou ao ataque.

Pio – 6,5 – Errou passes no início, além de não se posicionar tão bem na marcação – não acompanhou o lateral, no lance que culminou no gol do adversário. Entretanto, cresceu no jogo a partir do lance em que deu assistência para Vavá, no gol de empate. Ainda arrematou praticamente do centro do campo e quase marcou um dos gols mais lindos que já vi em Campina Grande.

Fernando – 6,5 – Não apareceu muito, mas jogou pro time. Marcou muito bem e tocou bem a bola, mostrando a técnica de sempre. Posicionamento impecável.

Rone Dias – 7,5 -  Assistência para o 3º gol, o que o isola como o maior maestro do time, somando 9 na temporada. Errou apenas dois passes no início do jogo e, depois, minimizou os erros, sendo o principal elemento de ligação com o ataque.

Miltinho – 6,0 – Até a metade do primeiro tempo, errou quatro passes – principalmente quando tentava o lançamento longo. No segundo tempo, foi mais participativo, distribuindo o jogo de forma rápida e com o passe curto, que é o seu forte.

Cléo – 6,0 – Fez muitas jogadas de velocidade, tentando acionar Vavá ou abrindo espaço para a chegada dos volantes. Felizmente, vem subindo de produção e aprendendo a jogar para o time. Nota só não foi maior pelos inúmeros e intermináveis gols perdidos.

Vavá – 8,5 – Dois gols e uma assistência, além de boa movimentação, bom toque de bola e velocidade. Muita raça e ainda ganhou pontos por sair de campo beijando o símbolo do Treze! Exibição que justifica o fato de ter feito 14 gols em 15 jogos com a camisa alvinegra.

Weverson – sem nota.

Marcinho – sem nota.

Marcos Dias – 5,0 – Entrou bem na partida. Lutou durante os minutos que esteve em campo e deu um excelente passe que deixou Cléo na cara do gol. Só não está nas condições físicas ideais, é evidente.

sábado, 26 de junho de 2010

Olho nele! João Paulo pode fazer a diferença contra o Treze




Os números do ABC, na temporada 2010, são bons. O time foi campeão estadual com 68,33% de aproveitamento, mas isso não assusta o Treze, que foi campeão Paraibano com 81,81%. No Campeonato do Nordeste, é o ABC que lidera – de forma invicta – com 11 pontos, tendo o melhor ataque e a melhor defesa; mas é o Treze que possui melhor aproveitamento – 75% dos pontos disputados foram conquistados, contra 73,33% abcdistas.

O que assusta é o número de gols marcados pelo adversário. Até aqui, somando-se os tentos no Estadual, Nordestão e Amistosos, o ABC marcou 85 gols. Uma média de 2,65 gols por jogo, contra a média trezeana de 1,97.

Mas o sucesso do ataque abcdista tem nome: João Paulo(foto). O atacante, de 1,69m e 22 anos, é o principal jogador do ABC na temporada. Artilheiro do Estadual com 17 gols, também marcou 8 em 7 amistosos e, até então, soma 3 no Campeonato do Nordeste. Números que explicam os interesses de Atlético Paranaense e Sport(PE) no futebol do atleta.

Pior é que João Paulo não vive apenas de gols. É ele, também, o maior assistente do alvinegro norte-riograndense. Além do bom chute, o camisa 11 tem muita velocidade e boa técnica, ingredientes favoráveis para deixar os companheiros na cara do gol. No Nordestão, dos 13 gols convertidos pelo ABC, ele fez 3 e assistiu 5.  

Relembrando

Na pré-temporada, o Treze foi a Natal enfrentar o mesmo ABC e trouxe o bom empate de 0-0. O Galo entrou em campo com praticamente o mesmo time que enfrentará o Elefante, amanhã. O adversário, no entanto, vai repetir apenas a formação do goleiro Welligton, os zagueiros Leonardo e Tiago Garça e o atacante João Paulo.

Na história dos confrontos, em 79 jogos oficiais, o Treze tem pequena vantagem: 30 vitórias contra 27 do ABC, além de 22 empates. Pra quem não lembra, o último jogo oficial entre as duas equipes aconteceu na Série C de 2005, quando o Galo venceu, em Campina Grande, pelo placar de 1-0, com gol de Johnes.

O jogo

Após boas peformances fora de casa, onde empatou com o Vitória(2-2) e venceu o Ceará(2-1), pelo Campeonato do Nordeste, o ABC demonstrou que tem força também fora de seus domínios. Não é para menos para um time que tem jogadores de velocidade, como Cascata e João Paulo, além do bom apoio do lateral-esquerdo Renatinho e do bom passe do meia Claudemir. O contra-ataque, certamente, será o fator mais perigoso contra o Treze. Dos 4 gols marcados pelo ABC fora de casa, nesta competição, 50%, ou seja, 2, foram marcados através do contra-golpe.

Já o Treze, ainda desfalcado de Tiago Messias e Da Silva Exú, deve entrar com a mesma formação que venceu o CRB. Como a proposta do adversário será, provavelmente, manter seus homens no campo de defesa, o Treze deve se valer da posse de bola no campo adversário até encontrar os espaços para marcar, assim como tem sido em 77,77% dos gols trezeanos na competição. 

Escalações prováveis:
Treze: Wanderson, Felipe Blau, Anderson, André Lima e João Paulo; Pio, Fernando, Rone Dias e Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.
ABC: Welligton, Edson(Ronaldo), Tiago Garça, Leonardo e Renatinho; Basílio, Ricardo Oliveira, Claudemir e Cascata; Éderson(Zulu) e João Paulo. Técnico: Leandro Campos.


Abaixo, algumas informações sobre o adversário.

Welligton – Inexperiente(20), mas com boa estatura(1,91m), provém das categorias de base do ABC e é o goleiro menos vazado do Campeonato do Nordeste, sofrendo apenas 4 gols até então.

Edson – Apenas 18 anos, é zagueiro de origem. Com a contusão do titular Ronaldo, atuou na última partida. Durante a semana, Ronaldo retornou do Departamento Médico, mas Edson continuou treinando entre os 11 iniciais.

Tiago Garça – Com 1,94m, é ótimo nas bolas aéreas e também costuma fazer gols – 4 na temporada.

Leonardo – Conseguiu o acesso à Série B em 2006, pelo Criciúma. 1,88m, está no ABC desde o ano passado, quando o clube caiu para a Série C.

Renatinho – Lateral apoiador e veloz.

Basílio – Veio do Chapecoense, time rebaixado da 1ª divisão do Campeonato Catarinense. Volante de muito vigor físico.

Ricardo Oliveira – Aos 33 anos, disputou a Série B do ano passado pelo rival, América. Foi companheiro de Niel, lateral do Treze, no Mogi Mirim, no Paulistão 2010. Tem o estilo de jogo parecido com o de Rogério Costa, mas com melhor chegada ao ataque.

Claudemir – Aos 31 anos, atuava apenas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em 2010, chegou ao ABC. Tem bom passe.

Cascata – Em 2010, atuou no Sertãozinho, junto com Alex Maranhão. Logo chegou ao ABC, sendo o destaque do meio-campo do time. Apresenta muita movimentação, chama o jogo para si e tem bom chute. No Nordestão, soma 3 assistências de gols ao time.

Éderson – É o vice-artilheiro do time na temporada, com 10 gols. Baixinho(1,70m), não faz a função de centro-avante e pode perder a vaga para Zulu, artilheiro do time no Nordestão com 4 gols. Provém das categorias de base.

João Paulo – Autor de 28 gols na temporada, é, de longe, o destaque do time. Muita explosão física, aliada a boa técnica, faz com que, além de gols, ele seja o principal homem para puxar os contra-ataques abcdistas. Não à toa, além de 3 gols, já tem 5 assistências no Nordestão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Brasil não é o mesmo sem alguns titulares




É certo que o empate diante de Portugal não foi um mau resultado - até porque o 0-0 classificou o Brasil em primeiro lugar do Grupo G. Mas a forma como jogou o time evidencia a dependência de jogadores técnicos como Kaká e Robinho, sobretudo para melhorar a qualidade da posse de bola, maior problema visto no jogo de hoje. Elano, no entanto, não fez muita falta neste aspecto – foi o jogador que mais errou passes contra a Coreia do Norte. Mas fez falta nas bolas paradas.

O Brasil iniciou o jogo pressionando o adversário na saída de bola. Já Portugal, adotava o estilo de jogo baseado no contra-golpe, mantendo seus homens no campo defensivo e tentando sair em velocidade para o ataque. Apesar do maior volume de jogo brasileiro, a partida foi para o intervalo sem abertura do placar.

Na segunda etapa, Portugal voltou com postura diferente. A seleção lusa resolveu colocar a bola no chão e partir pra cima dos brasileiros. Com dificuldades para sair jogando, o Brasil cedia diversas chances de ataque ao adversário. Porém, com atuação apenas regular de Cristiano Ronaldo, Portugal esbarrava no excepcional miolo de zaga brasileiro.

Perto dos 30 minutos, Portugal freou o jogo ofensivo e voltou a explorar a maior carência brasileira, que é jogar contra times fechados. Carlos Queiróz formou um 4-4-2 com duas linhas marcadoras de quatro homens, com Cristiano Ronaldo e Danny à frente, pressionando a linha defensiva do Brasil. No meio-campo, Gilberto Silva foi o rei dos passes errados. Além dele, Josué, Daniel Alves e Júlio Baptista não conseguiam furar o bloqueio português. O contra-ataque luso era muito mais perigoso, lógico, que a falta de criatividade do meio-campo brasileiro. Vendo isso, o time de Dunga trocou passes do meio para trás, cadenciando o jogo, pois, a essa altura, o empate estava de bom tamanho - e Portugal aceitou a proposta de jogo. 

Abaixo, as notas individuais de cada jogador e um breve comentário.

Júlio César – 7,0 – Fez boa defesa na chance mais clara de gol de Portugal, no segundo tempo, com Raúl Meireles.

Maicon – 5,0 – Apagado no jogo. Cedeu espaços em seu setor aos contra-ataques portugueses, que ativavam Cristiano Ronaldo.

Lúcio – 8,0 – Injustiçado pela FIFA, que elegeu Ronaldo como o melhor do jogo. Lúcio simplesmente anulou o português. Só falta subir menos ao ataque, o que cede contra-ataques.

Juan – 7,0 – Quase entrega o ouro no finalzinho do jogo, porém foi seguro durante a partida.

Michel Bastos – 5,0 – Ficou explícito que os próprios companheiros não têm confiança nele, já que o time insistia em jogar pela direita.

Felipe Melo – 5,5 – Bem com a bola no pé, mas muito exaltado em campo e quase foi expulso.

Gilberto Silva – 4,5 – Errou muitos passes e cedeu ataques a Portugal. Mas posicionou-se bem.

Daniel Alves – 5,0 – Também não conseguiu impor sua técnica ao meio-campo. Foi castigado pela excepcional marcação portuguesa, que impedia a ligação com os meias do Brasil.

Júlio Baptista – 4,0 – Sofreu com o mesmo tipo de marcação em zona que impedia que a bola chegasse nele. Mesmo assim, quando teve a bola, foi improdutivo.

Nilmar – 5,0 – Quase marca no primeiro tempo, onde fez etapa regular. Após o intervalo, aceitou a marcação dos zagueiros e pareceu nem estar em campo.

Luís Fabiano – 5,0 – Poucas oportunidades para aparecer.

Josué – 7,0 – Cumpriu bem sua função, desarmando, parando contra-ataques e quase não errando passes – errou apenas um durante o jogo.

Ramires – 5,5 – Sua entrada deu mais mobilidade ao setor de meio-campo. Mas foi pouco. Quase marca, no finalzinho.

Grafite – sem avaliação.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Treze minimiza erros e traz excelente vitória de Maceió



Nesta quinta-feira, briga de Galo na Pajussara, em Maceió: o CRB, o Galo alagoano, sucumbiu diante do Treze, o Galo original e mais lindo do Mundo, que provém da Paraíba. Com placar folgado(3-1), o alvinegro retorna a Campina Grande na 3ª colocação do Campeonato do Nordeste.

Se El Louco Teixeira surpreendeu com a escalação de sete reservas, poupados para enfrentarem o CSA, no domingo, o Treze surpreendeu com a postura em campo. Nosso meio-de-campo, técnico e talentoso, não teve problemas diante do mesmo setor regatiano, que tinha desvantagem numérica e, quando apertado na marcação, apresentava dificuldades em acertar o passe. Enquanto o Galo paraibano mantinha a posse de bola e chegava no ataque com boa troca se passes, o CRB via em Jonnathan, com seu arremate de longa distância, sua única esperança de gol.

Aos 28, o Treze desarma na linha divisória do campo, Miltinho passa para Pio; cinco regatianos ficam por volta da bola, deixando grande espaço no meio. Cléo recebe pela ponta esquerda, Rone Dias, como elemento surpresa, aproveita o vazio da marcação adversária e se apresenta, recebendo o passe e mandando para o fundo das redes. Foi o primeiro gol de contra-ataque do Treze no Campeonato do Nordeste. [...] O primeiro tempo se encerra com o Treze dominando a partida.

Mal começa o segundo tempo e, aos 30 segundos, Rone Dias rouba a bola e dá passe magistral para Cléo. O baixinho dá drible de corpo no adversário, invade a área e cruza na medida para Vavá, que cabeceia no contra-pé do goleiro.

O Treze pressionava, quando o CRB permutou do 3-4-1-2 para o 4-2-1-3. A partir daí, foi o time da casa que ficou mais perto do gol. Aos 23 minutos, lance que tem que ser por demais bem analisado. Não foi Wanderson quem falhou.  Ele foi atrapalhado por um jogador regatiano, que deveria estar sendo marcado por Felipe Blau, que, simplesmente, deixa o adversário se desmarcar e assiste a tudo de camarote. Quando Wanderson espalma, Edson Di, que fugiu da marcação do zagueiro Anderson – que poderia ter acompanhado-o, diminuiu o placar do jogo. Ponto mais negativo do lance(além de tomar o gol, claro): tínhamos 7 jogadores na área contra 5 do CRB. Mesmo assim, havia 2 alagoanos desmarcados!

Mas não demorou muito para o Treze demonstrar que não se abalou. Pio levanta na área para Cléo, ele ajeita de peito para Vavá, que domina de coxa, deixa a bola bater no chão e dispara com a canhota! Golaço!

No fim, estilo de jogo que justifica a vitória dominadora do Treze. Inteligente, contra-atacando e, também, sabendo manter a posse de bola, ao contrário do que se viu no último jogo fora de casa. Destaques para a melhoria de Wanderson, que viu seu nome muitas vezes mencionado após defesas em bolas alçadas, bem como as excelentes participações de Cléo e Vavá, que renderam 3 assistências e 2 gols, respectivamente. Domingo, o Treze entra em campo diante do ABC, líder que possui o melhor ataque e a melhor defesa da competição.

Confira, aqui, o vídeo dos gols da partida.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vencer CRB: maiores obstáculos estão no próprio Treze




Amanhã, o Treze entra em campo diante do CRB de Alagoas, com o objetivo de conseguir mais três pontos e embalar na classificação do Campeonato do Nordeste. O empate, no entanto, também é um bom resultado, visto que o adversário está no G-4 desde o início da competição.

A exibição ruim – uma das piores do ano – diante do Ceará, pela 2ª rodada, é o que faz o torcedor temer a derrota fora de casa. Se ela vier, entretanto, provavelmente não será da forma horripilante que se viu no último jogo fora de casa. Isso porque Vilar deve manter o 4-2-2-2 que vem dando show nos domínios alvinegros. O problema é corrigir os dois maiores erros do time: a falta de contra-ataque e, principalmente, a vulnerabilidade nas bolas paradas. Até aqui, dos 6 gols marcados pelo Treze, no Campeonato do Nordeste, nenhum nasceu de contra-golpe. Cinco surgiram quando o Galo já tinha a posse de bola no campo do adversário e 1 foi de pênalti. Dos gols sofridos, 50% aconteceram após cobranças de falta alçadas na área.

A primeira carência se explica pela falta de um homem veloz e que saiba o que fazer com a bola, além de laterais que apoiem neste tipo de lance. O que fica difícil quando se tem apenas Cléo como homem de velocidade e laterais que, desde o início do ano, não deram uma assistência de gol – explicitando a falta de aproveitamento ofensivo dos mesmos. Entretanto, com a entrada de Vavá, podem haver mudanças. Em 13 jogos com a camisa alvinegra, ele participou de 8 gols provindos de contra-ataque, marcando 6 e assistindo 2.

A segunda carência é mais comprometedora. Nos 3 gols do Náutico, na última quarta-feira, o Treze marcou mano a mano dentro da área em dois e ficou em desvantagem numérica em um – absurdo! Não bastasse, Pio, colado com um adversário, sempre, sempre sai da marcação assim que a bola é alçada, aguardando ser homem do contra-ataque – porém Rone Dias ou João Paulo já ficam na meia-lua esperando a mesma jogada. Ou seja, não há precisão para desmarcar o oponente assim. Weverson cavando falta sem necessidade, Felipe Blau também saindo da marcação, Fernando assistindo à bola e dando as costas para o centro-avante... O que se vê nas imagens é uma série de lambanças que somam-se à insegurança momentânea de Wanderson.

Desfalques de Tiago Messias e Weverson – significando perda de entrosamento na defesa, porém maior eficiência nas bolas aéreas, com a provável dupla André Lima e Anderson – e Da Silva Exú, artilheiro do time junto com Pio.

Escalações prováveis:
CRB(3-4-1-2): Hudson(Carlos Carioca); Leandro, Toninho e Alex; Amaral, Fabinho Vitória, Johnnattan, Ewerton e Renatinho; Edmar e Paulinho Marília. Técnico: Celso Teixeira.
Treze(4-2-2-2): Wanderson, Felipe Blau, Anderson, André Lima(Da Silva) e João Paulo; Pio, Fernando, Rone Dias e Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.

Abaixo, algumas informações sobre os regatianos:

Hudson – Fez um Campeonato Paraibano ruim pelo Campinense.  Tem bons reflexos, mas é falho na bola aérea.

Leandro – Jogou no Treze em 2006. Experiente(36), é raçudo e tem força física. Homem de confiança de Celso Teixeira.

Toninho – Campeão Alagoano em 2008 pelo CSA. Nascido em Maceió, tem crédito no estado de Alagoas. É o cobrador de pênaltis do time.

Alex – Procede das categorias de base. Zagueiro leve e jovem(apenas 21 anos). É reserva e deve entrar no lugar de Pedrosa, machucado.

Amaral – Ala rápido. Veio do Ceilândia(DF).

Renatinho – Vestiu a camisa do Treze em 2006, indicado por El Louco Teixeira. É apoiador, rápido, mas costuma errar passes e marcar mal.

Fabinho Vitória – Volante de boa estatura, tem 27 anos e veio do Vitória de Santo Antão(PE). É reserva e deve substituir o contundido André Silva.

Johnnattan – Volante de bom passe. Apenas 21 anos, veio da base do CRB.

Ewerton – Natural de Belo Horizonte, é rodado pelo estado de Minas Gerais. Com 27 anos, é um jogador técnico, responsável pelas principais jogadas do time. Sentiu o adutor da coxa no treino e pode não jogar.

Edmar – Destaque do time, fez 2 gols em 4 jogos. Veio das categorias de base.

Paulinho Marília – Assinou com o Galo, em 2007, mas foi embora para o futebol chinês. Foi reserva do Campinense na Série C de 2008 e marcou apenas 6 gols no Paulistão A-2 de 2009, pelo Comercial. Vem de carreira decadente. Porém, foi o artilheiro do Campeonato Mato-grossense de 2010, fato que justifica sua contratação pelo CRB.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lambança! Juiz trapalhão dá gol a Fernando no Campeonato do Nordeste




Mesmo sem ter posto a bola para o fundo das redes em nenhuma oportunidade durante o Campeonato do Nordeste, o volante Fernando, camisa 7 do Treze, está entre os artilheiros da competição. Isso porque ele soma um gol, atribuído na súmula do jogo por Charles Hebert Ferreira(foto), árbitro central da vitória do Galo sobre o Náutico por 4-3.

Se Fernando comemora o fato, quem não deve estar nada satisfeito é o meio-campista Rone Dias. Acostumado a servir os companheiros, foi ele quem abriu o placar diante do Timbu na última quarta-feira. Mesmo assim, não figura entre os que marcaram oficialmente na competição.

A súmula redigida pelo juiz trapalhão está disponível no site da Liga do Nordeste.


      Dois pesos e duas medidas
    
     Já Emerson Sobral, árbitro de Ceará x Treze, foi hilário quando definiu o pontapé de Oziel em Fernando como uma “calçada brusca”. Já o lance de Marcos Dias, que, na prática, fez o mesmo que o lateral cearense, teve a descrição exata, com expressões como “desferiu um pontapé no seu adversário”.  
   
   O “erro” na súmula é apenas uma tentativa de justificar o critério utilizado para aplicar cartões. Enquanto Oziel chuta Fernando no chão e recebe amarelo, Marcos Dias, em jogada semelhante, recebe vermelho direto.

   Sobre a expulsão de Da Silva, o juizão afirma que nosso zagueiro “impediu uma oportunidade “clara” de gol” do Ceará. Detalhe: Da Silva não era o último homem – Weverson estava recuado e ia se aproximando, Tiago Messias vinha de trás e o lance não aconteceu próximo da meta de Wanderson.

Qual será a próxima lambança da arbitragem contra o Treze, no Campeonato do Nordeste?

domingo, 20 de junho de 2010

Erros e acertos para vencer Costa do Marfim




É interessante a forma como é tratada a seleção brasileira. Uma derrota, ou jogo ruim, e a seleção tem todos os defeitos do mundo. Basta uma vitória com futebol majoritário para a Canarinha voltar a ser a maioral. Penso que a maneira de fazer análises deveria ser mais equilibrada. A magra vitória sobre a Coreia do Norte não se tratou de um vexame, pelo modo como jogou o adversário, embora tenha se esperado muito mais; tampouco foi o 3-1 sobre Costa do Marfim um divisor de águas na Era Dunga.

Hoje, foi exigido outro estilo de jogo do Brasil e que, por este ponto, tornou a partida mais fácil que a estreia. A Costa do Marfim marcou postada num 4-3-2-1, com uma linha fixa de 4 defensores, 3 meio-campistas centralizados – com Yaya Touré mais recuado, 2 pontas que pressionavam as saídas pelas laterais e o centro-avante, Drogba. Com Maicon e Michel Bastos sob marcação, a saída de bola  se dava principalmente pelo meio. Uma estratégia do time africano, já que Gilberto Silva e Felipe Melo – em especial este último – costumam errar passes. Nos primeiros 20 minutos, o camisa 5 oscilou entre passes equivocados e descontroles de bola que acabavam em desarmes do adversário, possibilitando que a Costa do Marfim tivesse o controle do jogo. Quando o passe chegava à frente, Kaká também não acertava – errou 3 passes e foi desarmado 2 vezes, no início do jogo. Entretanto, para sorte do time de Dunga, a Costa do Marfim não sabia como acionar seu principal jogador, Drogba. Faltava a exploração pelo setor direito, onde Michel Bastos deixava espaços, mas Dindane não chamava a responsabilidade – uma troca de posições com Kalou, que sofria com a marcação de Maicon, pela esquerda, seria inteligente.

Só mesmo um golo fez com que o jogo mudasse. Triangulação entre Robinho, Luís Fabiano e Kaká contra sete marfinenses e este último, que não fazia boa partida, foi decisivo, deixando Luís Fabiano na cara do gol: o matador foi letal. O primeiro tempo se encerrou com movimentação regular e boa troca de passes do ataque brasileiro, enquanto Costa do Marfim, sem criatividade, apenas arrematava de longe.

Na segunda etapa, o Brasil apresentou futebol parecido com o da segunda metade do primeiro tempo, mas com melhor exibição individual de alguns atletas, como Kaká, Felipe Melo e Elano, que passaram a errar muito menos. Aos 6, gol antológico de Luís Fabiano, que deu dois chapeus, ajeitou com o braço e mandou o canudo com a perna esquerda. No posicionamento, Robinho vinha muito para o meio, ocupando o espaço que deveria ser de Kaká, que, por sua vez, caía pro lado de Elano ou ficava junto demais do atacante do Santos. Faltava alguém do lado esquerdo. E foi quando Kaká foi para este setor e fez boa jogada que saiu mais um gol brasileiro: Elano marca.

Após o placar de 3-0, os africanos passaram a apelar para o jogo violento. Com isso, o Brasil perdeu Elano, contundido após forte entrada na canela. Minutos depois, Drogba diminuiu a contagem para 3-1, em jogada aérea que, pra mim, tinha Felipe Melo como maior responsável pela marcação. Michel Bastos, que também estava no lance, era o único que poderia cobrir um adversário que encostava na quina da área. Ainda deu tempo para Kaká, irritadíssimo com as contínuas faltas sobre ele, perder a cabeça e entrar na onda marfinense, agredindo Keita e recebendo o segundo amarelo.

No fim, vitória que credencia o Brasil às Oitavas-de-finais, apesar de falhas crônicas na saída de bola e marcação no setor esquerdo, além de muitos erros de passe no meio-campo e, em alguns momentos, falta de movimentação dos meias e atacantes. Um fato positivo a se levantar: a seleção marcou 3 gols quando tinha a posse de bola no campo de ataque, não marcando só em contra-golpe, principal arma da equipe, assim como a bola parada. 



Abaixo, as notas individuais de cada atleta e um breve comentário.

Júlio César – 6,0 – Fez boa defesa em cruzamento que procurava Drogba e mostrou segurança.

Maicon – 5,5 – Pouco participativo. Defendeu bem, mas faltou subir mais ao ataque, especialmente depois da entrada de Daniel Alves.

Lúcio – 7,0 – Seguro, venceu Drogba na maioria das jogadas.

Juan – 7,5 – Muitos cortes providenciais de carrinho.

Michel Bastos – 5,0 – Apesar de fraco na marcação, não comprometeu. Na frente, pouco fez.

Felipe Melo – 7,0 – Errou passes na saída de bola nos minutos iniciais, mas depois melhorou. Foi um dos que mais desarmou e começou a não se equivocar ao passar a bola.

Gilberto Silva – 6,5 – Bons lançamentos laterais e segurança na marcação.

Elano – 6,5 – Do mesmo jeito que começou a Copa, sendo o atleta que mais errou passes na seleção brasileira, começo o jogo de hoje. Mas melhorou. Deu técnica ao meio-campo e também fez gol.

Kaká – 7,5 – Também foi vítima do apagão do início do jogo. Errou passes e foi desarmado. Mas deu duas assistências e quase marca o seu.

Robinho – 5,5 – Participou da triangulação que levou ao primeiro gol, mas não apareceu com eficiência no ataque. Teve bom passe, mas faltou jogadas laterais e de velocidade. Posicionou-se muito centralizado.

Luís Fabiano – 8,0 – Dois gols, um deles histórico. Apesar da ajeitada com a mão, a pintura foi divina.

Daniel Alves – 6,0 - Articulou boas jogadas pela direita. 

Ramires – sem nota. 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Maldita balada! Ex-Treze quase foi campeão da Champions League





Pior jogador do elenco no Campeonato Paraibano, o ex-atacante Serginho Baiano por pouco não figurou elenco de time que foi campeão da UEFA Champions League, principal torneio de clubes da Europa!

Tudo aconteceu na temporada de 2003/2004, quando Serginho firmou contrato com o Porto de Portugal. Na oportunidade, brilhou a estrela de José Mourinho, um dos maiores técnicos de futebol do mundo. Por maus comportamentos durante as férias, Serginho Baiano viu seu treinador designar sua dispensa, emprestando-o ao Nacional da Madeira. Ao final da temporada, o Porto papou os Campeonatos Português e Europeu, deixando o grande Serjão desconsolado.

É... pelo menos foi campeão Paraibano de 2010!

A fonte sobre os motivos da dispensa do atleta é um fórum sobre futebol de Portugal.

serginho baiano,podera ser opcçao?
palmelao diz: " assinou contrato com o fc porto no principio desta epoca,fez o estagio com o plantel azul e branco,mas mourinho decidiu dispensa-lo,pois,o jogador teve atitudes durante as ferias que mourinho nao aprecia.rumou ao funchal para jogar por emprestimo no nacional da madeira,e é o segundo melhor marcador da equipa com 5 golos.falo de serginho baiano,extremo esquerdo,mas que na equipa da madeira esta a desempenhar o papel de avançado centro.caso serginho continue com a veia goleadora,podera ser opcçao para o fc porto em dezembro,quando abrir o mercado?sera que o raspanete que mourinho lhe deu fez-lhe bem,ao ponto de estar a realizar uma excelente epoca? "

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Os números de Felipe Blau na vitória sobre o Náutico





Recém contratado, o lateral-direito Felipe Blau já entrou em campo duas vezes com a camisa do Treze. Em sua estreia, no 3-6-1 armado para segurar o Ceará, era lhe designada muita liberdade para apoiar - até pelo fato do time jogar com 3 zagueiros e 2 volantes, seria imprescindível o suporte dos alas ao meio-campo na armação das jogadas. Não foi o que Blau fez. Ao contrário, escondeu-se do jogo, errou alguns passes e não fez nenhuma jogada de linha de fundo. A atuação não foi boa, mas os aspectos físicos deram uma colher de chá ao até então estreante.

Na partida de ontem, contra o Náutico, confesso que cedi uma atenção especial para o lateral. Os números não são ruins, mas têm de melhorar e, depois, serem convertidos em mais jogadas de linha de fundo(houve apenas uma neste jogo) e eficiência para o conjunto da obra. Abaixo, as estatísticas técnicas de Felipe Blau. Notem que ele não tenta passes longos – não há erros, nem acertos. No passe médio, já bem mais fácil de se efetuar, ele errou 1 em cada 3. O chute a gol foi numa jogada dentro da área, onde o gol estava feito. Já os desarmes não foram de dificuldades grandes. A aparente eficiência defensiva esbarra em erros de marcação em zona, que não estão nos dados abaixo.

Chute a gol > 1

Cruzamento > 1

Passes médios > 6

Passe curto > 1

Passe curto(cabeça) > 1

Desarmes  na defesa > 4

Desarmes no ataque > 1

Passes médios errados > 3

Passe curto errado(cabeça) > 1

Falta cometida > 1

Em tempo: Galo contrata lateral-direito Niel

O Departamento de Futebol do Treze anunciou a contratação do lateral-direito Niel. O atleta estava atuando no Mogim Mirim-SP e tem chegada prevista para o próximo sábado, às 11h30, no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife.

Antes de atuar pelo Mogi-Mirim, Niel teve várias passagens pelo futebol piauiense, onde é tido como rei. Por indicação do treinador que levou o Alecrim à Série C – Diá, chegou ao Mogi Mirim e logo foi titular. Fez bons jogos, inclusive marcando gols contra Santos e Palmeiras. Em seguida, machucou-se e ficou de fora de alguns jogos.

A boa notícia é: se depender da exibição que fez diante do Santos, no dia 24/01/2010, o cara é bom. Tive a oportunidade de assistir ao jogo e lembro muito bem dele. Realmente se destacou nesta partida, fazendo muitas jogadas de linha de fundo, tendo boa troca de passes com os companheiros e marcando o 1º gol do jogo, que acabou 2-1 para o Mogi. A passagem pelo time paulista foi tão boa que, segundo o próprio jogador, havia alguns clubes da Série B interessados em seu futebol. Vai entender...

A má notícia é: o Campeonato Paulista teve seu término para o Mogi-Mirim no dia 07/04/2010. Desde essa data, provavelmente, Niel não joga. O site do Treze, que tem credibilidade, afirma que o jogador vem mesmo do Mogi. São quase 2 meses e meio sem atividades físicas, pelo menos em campo. É torcer pro cara ter mantido essa forma física e poder estrear - e arrebentar - o mais cedo possível com a camisa do Galo.

Sopa para o azar




Dizem que a seleção jogou terça-feira... mas, na verdade, entrou em campo na quarta! Se era necessário passar uma borracha na má impressão deixada no jogo contra o Ceará, dessa vez, o Galo superou as expectativas e fez uma das melhores exibições do ano. Por falha individual de apenas um, não aplicamos uma sonora goleada no time pernambucano, que demonstrou fraqueza defensiva diante do estilo de jogo adotado pelo Treze. Demos sopa para o azar nesse aspecto: quando poderíamos comemorar uma goleada, fica o sentimento até de injustiça por ter tomado três gols de um time muito inferior ao nosso.

Assim como jogou contra o Sergipe, Vilar adotou o esquema 4-2-2-2 (o mesmo do adversário da noite), com variações na saída de bola: Miltinho, muitas vezes vindo à frente da linha da zaga para receber, forçava um losango no meio-campo, confundindo e dificultando a marcação alvirubra. Sem marcação páreo para saída de bola, o Galo chegava fácil ao ataque. Bastava trabalhar a bola para acionar Cléo – que se movimentou e se posicionou bem – e Da Silva, que jogou centralizado.  O time demonstrou senhoria na marcação, deixando o Náutico finalizar poucas vezes, além de mandar no meio-de-campo e infernizar a vida do goleiro Rodrigo Dantas, o melhor jogador do Náutico nesta noite.

E a boa movimentação de Cléo logo rendeu bons frutos: foi dele o cruzamento que o goleiro pernambucano soltou para Rone Dias, com frieza, mandar no canto e abrir o placar no Amigão – 1-0. Aos 12 minutos, o goleiro do Timbu faz pênalti clamoroso em Tiago Messias – aliás, é incrível como a bola só procura o nosso camisa 3, no jogo aéreo. Pio faz 2-0. O Galo era só ataque, enquanto o  Náutico não conseguia trocar passes. Aos 25, Wanderson cobra o tiro de meta, Da Silva Exu, que costuma ganhar bolas alçadas, ganha no alto e toca de cabeça para Cléo, que corre, chega antes do goleiro e faz por cobertura – Golaço do 3-0! No finzinho da primeira etapa, um banho de água fria. Com poucos méritos no lance, o Náutico diminui a vantagem trezeana, após falha de Wanderson. Felizmente, minutos depois, novamente Cléo faz boa jogada pelos flancos, a bola chega em Pio, que arremata de fora da área e faz 4-1.

Na segunda etapa, mérito de Vilar, que posicionou João Paulo de forma mais defensiva. Como é difícil vê-lo voltar para marcar, depois que o time perde a bola no ataque, foi-lhe designado que ficasse como um defensor esquerdo, subindo muito pouco. Aos 6, falha bizarra de Wanderson, que, após bola na área, solta nos pés de Tiago Lima, que diminui. O Galo continuava mandando no jogo; porém, de maneira displicente, já que o placar era confortável. Já próximo do fim, Cléo e Da Silva dão lugar a George e Clóvis Diego, que entram perdidos no jogo. Principalmente George, que quis jogar próximo demais do seu companheiro de ataque, quando deveria chamar o jogo pelas pontas. Nos minutos finais, o susto: a bola é alçada na pequena área, Wanderson não sai e Tiago Lima marca o segundo dele no jogo: 4-3. Felizmente, nada mais de interessante se viu. Placar merecido, porém injusto, pela diferença de qualidades técnica e, principalmente, tática no jogo.

Falta ao time jogar mais pelos flancos. Sabemos da deficiência de material humano nos dois lados, mas até mesmo na saída de bola não podemos abrir mão de suas participações. No ataque, a bola deve chegar neles, para que devolvam-na para o meio, acionando o ataque. O jogo pelo meio, sem inversão de jogadas, deixa o adversário marcando em bloco, com mais peças diminuindo os espaços e dificultando a penetração. Temos meias capazes de assistir com maestria o nosso ataque, mas nem todos os jogos serão assim.

Abaixo, as notas individuais de cada jogador e um breve comentário.

Wanderson – 2,0 – Já não dá mais para esconder. Nosso goleiro, que foi excepcional no Paraibano, está em má fase. O principal ponto fraco é na saída de bola – que vinha sendo o atributo de maior segurança. Fez poucas defesas, falhou nos dois primeiros gols e poderia, no mínimo, ter se saído melhor no terceiro.

Felipe Blau – 5,0 – Seus números são bons em relação ao contexto do jogo, mas falta convertê-los em eficiência para o time. Alguns passes de pouca dificuldade certos, outros errados. Falta ser mais acionado na defesa para ser avaliado, bem como se tem ausência de jogadas de linha de fundo. Creio que ainda não está com o preparo físico ideal.

Tiago Messias – 7,5 – O ataque do Náutico não deu muito trabalho, a não ser nas bolas aéreas, que nem sempre eram em cima dele. Quando ia deixar sua marca, sofreu o pênalti que originou o 2º gol.

Weverson – 7,0 – Vem melhorando a cada jogo. Hoje, além de não comprometer, jogou bem e fez bons desarmes. Recebeu o 3º amarelo e está fora do próximo jogo.

João Paulo – 5,0 – Começou o jogo de forma bizarra, perdido na marcação. No segundo tempo, melhorou e até ajudou na defesa.

Pio – 8,0 – Quase não errou passes, é perigoso na saída de jogo quando conduz a bola com velocidade para o ataque, além de ter convertido dois gols.

Fernando – 7,5 – Após primeiro tempo impecável, iniciou a segunda etapa errando dois passes cruciais, que quase resultam em gol do adversário. Depois, voltou a jogar bem, chutando bem ao gol, passando com qualidade e sendo raçudo na marcação.

Miltinho – 7,0 – Mais de 15 passes e lançamentos certos no jogo, apenas dois errados. Isso explica a dinâmica que ele proporciona ao nosso meio-campo.

Rone Dias – 8,0 – Chamou o jogo para si, driblou, deu passes magistrais, além de fazer um gol, o 1º da partida.

Cléo – 8,0 – Fez um belo gol e deu duas semi-assistências. Pena que continua perdendo gols. Mas sua movimentação foi importante para atrapalhar a defesa do Náutico e abrir espaços pelo meio.

Da Silva – 6,0 – Assistiu Cléo no 3º gol do jogo, deu um belo passe de letra no 1º tempo e marcou dois gols – anulados, é certo, mas que provaram seu faro de gol. Infelizmente, cheirou de forma horripilante uma bola cruzada por Rone Dias.

Rone – sem nota.

George – sem nota.

Clóvis Diego – sem nota.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Para apagar a má impressão




Nesta quarta-feira, às 20h30min, no Amigão, o Galo entrará em campo, buscando, além dos 3 pontos, passar uma borracha na má exibição apresentada diante do Ceará, na rodada passada da Copa do Nordeste.

Ao contrário do Náutico, que folgou no domingo, o Treze vem de longa viagem de Fortaleza a Campina Grande. Fato que não servirá de desculpas para um eventual fracasso, visto que a equipe já fez um treinamento regenerativo após a chegada à Rainha da Borborema. Na verdade, é bom citar a qualidade do time pernambucano, que venceu, na estreia, embora jogando mal, o melhor time da competição.

Diante do Ceará, o Timbu, que atua no 4-2-2-2, jogava melhor até a marcação de um pênalti, convertido pelo adversário. Em seguida, o time não se encontrou em campo. Geovani, que é o principal articulador das jogadas, foi ineficiente. Além disso, o time mostra deficiência no aproveitamento de contra-ataques, talvez pela ausência de um homem de velocidade – Thiaguinho, que deve começar no banco, possui essa característica. Uma das esperanças de um time que tem média de idade de 22,5 anos.

No Galo, expectativa para a escalação do mesmo time que atuou contra o Sergipe. O que é mais provável, já que Da Silva Alagoano está suspenso e, para compor a zaga com Tiago Messias,  as opções são apenas Anderson, ainda não 100% fisicamente, e Jonny. Ou seja, talvez fique inviável um possível deslocamente de Weverson para o meio-campo, onde rende mais. Se Vilar quiser surpreender, a opção é pelo 4-3-1-2, com outro companheiro para Messias na zaga e Weverson, Fernando e Pio compondo a linha à frente da defesa. No ataque, é aguardado o retorno de Vavá. 

Abaixo, algumas informações sobre os jogadores do Náutico.

Rodrigo – Goleiro de boa estatura(1,96m), é rodado no futebol paulista.

João Ananias – Atleta da base.

Wallace - Atleta da base.

Saulo – 22 anos, ainda não "estourou" no Náutico.

José Wellington – Apenas 20 anos, tem boa estatura(1,86) e força física.

Nilson – Tem entrado no time que disputa a Série B. Jovem(21), ainda busca espaço no time principal.

Dinda – 21 anos, atua também como meia e tem muito vigor físico.

Thiago Marin – 25 anos, não encantou no time principal. Teve passagem pelo Botafogo(RJ), mas sem sucesso. Tem bom passe.

Giovanni – Apenas 20 anos, veio por empréstimo do Atlético(MG). Habilidoso, é o principal articulador das jogadas alvirubras.

Thiago Lima – Fez bom pernambucano pelo Sete de Setembro para ser contratado. Tem 25 anos.

Erivelto – O mais experiente do time(28), entrou em 2 jogos pela Série B. Movimentou-se mal e o time melhorou contra o Ceará após a sua saída. 

domingo, 13 de junho de 2010

Irreconhecível, Treze sai do Castelão com derrota



Em noite sem inspiração por parte dos atletas do Treze, o time sucumbiu ao ritmo imposto pelo Ceará, no Castelão, saindo de lá com uma derrota de 2-0. A proposta de Vilar era um 3-5-2. Opção sensata, já que tínhamos de encontrar um esquema que cobrisse a deficiência da marcação nas laterais. Entretanto, Rone Dias, improvisado no ataque, não fez função de homem de frente, voltando demais para o meio-de-campo de forma centralizada, fazendo com que, na prática, o time atuasse num 3-6-1, sem referência no ataque. Se nosso treinador não queria abrir mão de um meio-campo com pelo menos 4 jogadores técnicos, e também não tinha medo de queimar Felipe Blau, mal fisicamente, talvez o melhor esquema fosse o que venceu o Campeonato Paraibano e que faz com que Pio, mal em campo, rendesse mais: o 4-3-1-2, com Weverson, Fernando e Pio e Rone Dias fechando o sistema meio-campista.

O prático 3-6-1 amarrou o time do Treze, no primeiro tempo. Seria um esquema de valia, se tivéssemos laterais velocistas, técnicos e que apoiassem bastante o ataque. Mas, não. Dependemos da armação dos meias. Porém, com os volantes sobrecarregados, a bola não chegava aos homens de criação. Enquanto isso, o Ceará, explorando os flancos do campo, ia chegando à meta trezeana. Mostrando também fragilidade técnica, o time da casa não conseguiu chegar ao gol e a primeira etapa terminou em 0-0.

Sem alterações, o Galo volta para o segundo tempo de forma que lembrou o time que venceu o Sergipe. Apesar de não ter eficiência no contra-ataque, já que faltavam laterais apoiadores e um meio-campista ou atacante de velocidade, o time pôs a bola no chão e começou a envolver o Ceará com posse de bola. Após a expulsão do jogador cearense, Cléo entrou para aumentar o ritmo das jogadas, enquanto Pio foi para a lateral direita. Esta modificação, apesar de necessária, já que Blau cansara, prejudicou defensivamente o time, que viu o primeiro gol cearense sair deste setor.

O jogo continuou em aberto, mesmo com o Ceará já com o domínio da partida e com o Treze rendido em campo. Só após as expulsões de Marcos Dias – justa – e Da Silva – lance para cartão amarelo, o Ceará teve forças para marcar o segundo e sacramentar a vitória. No lance do gol, “destaque” para João Paulo, que levou nas costas e parou na jogada. Tiago Messias e Weverson, aguardando o impedimento, também pararam. Só João Paulo não voltou para desfazer o erro.

No fim, uma derrota merecida, já que o time não teve personalidade na maior parte do jogo. É bom lembrar que enfrentamos um time que foi base titular do acesso à Série A, ano passado. O time jogou bem na quarta-feira, diante do Sergipe, e certamente não desaprendeu a jogar futebol em três dias, a julgar pela má exibição que fez hoje.

Abaixo, as notas individuais de cada jogador e um breve comentário.

Wanderson – 4,5 – Pior exibição do nosso goleiro com a camisa do Treze. No primeiro gol, quis defender de mão trocada, quando o simples, defender com a mão esquerda, seria o mais viável. Mostrou-se inseguro e saiu mal do gol em diversas bolas.

Tiago Messias – 5,0 – Inseguro, ainda foi em cima dele a cabeçada que originou o primeiro gol. Com a raça de sempre, ainda tem crédito.

Da Silva – 7,0 – Boa partida, fazendo bons desarmes e demonstrando segurança. Já desbanca Weverson num provável esquema com 2 zagueiros, pelo menos enquanto Alexandre e André Lima não voltam. Expulsão injusta, num lance para amarelo.

Weverson – 5,5 – Não apareceu muito no jogo. Quando foi acionado, não teve no desarme sua maior eficiência.

Felipe Blau – 4,0 – Não apoiou o ataque e não foi bem na defesa. Ainda errou passes. Mal apareceu no jogo.

João Paulo – 2,5 – Péssimo na marcação, comprometeu o time no segundo gol do Ceará, deixando a avenida aberta e assistindo tudo de camarote, do mesmo jeito que fez contra o Sergipe. Se pelo menos apoiasse o ataque, mas, não.

Pio – 3,0 – Errou entre 7 e 9 passes durante a partida. Estava apático e, quando foi para a lateral direita, não correu mais. O primeiro gol do Ceará originou-se de um setor que deveria estar sendo protegido por ele.

Fernando – 6,5 – Raçudo, errou poucos passes, marcou bem e arrumou a expulsão adversária. Fez tudo isso, mas com um nível aquém do esperado.

Miltinho – 6,0 – Distribuiu o jogo com qualidade no passe, mas faltou a tão importante assistência final.

Rone Dias – 3,0 – Com medo de jogar. Errou muitos passes e se escondeu do jogo. No início, foi sacrificado pelo esquema, que o fazia se perder no posicionamento.

Da Silva – 3,0 – Praticamente não tocou na bola e pareceu estar em outro mundo durante a partida.

Jô – sem avaliação.

Marcos Dias – ZERO! – Sem comentários. O maior papelão que um jogador do Treze conseguiu fazer em tão poucos minutos em campo. A nota não é por raiva dele, mas pelo que realmente mereceu.

Cléo – 3,0 – Teve tempo para aparecer no jogo, mas não aconteceu. A bola também não chegou nele. De qualquer forma, foi ineficiente quando teve o domínio.

sábado, 12 de junho de 2010

Para ganhar moral



Se, mesmo com a boa exibição diante do Sergipe, ainda ouviu-se comentários negativos por parte da imprensa e da torcida em relação ao Galo, amanhã, o time entra em campo visando espantar de vez os corneteiros. É evidente que até um empate seria de real importância para as hostes alvinegras, já que isso elevaria a moral do time. Visitar o Castelão e trazer de lá um bom resultado é tarefa para poucos. Resultado possível para o Treze, que empatou nos domínios cearenses - desta vez, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, por 1-1, em 2002, pela Copa do Nordeste.












Apesar de ser comemorado o fato do Ceará utilizar os reservas, é bom lembrar que estes são suplentes de um time de Série A e, mesmo estando nessas condições, ainda fazem do alvinegro cearense, no papel, a escalação mais forte da Copa do Nordeste - já que Bahia, Náutico e Vitória também não estão a usar seus times principais. Se levar a competição a sério, terá tudo para ficar entre os primeiros. Nosso adversário vem de uma derrota - 2-1 para o Náutico. Melhor que isso é que o time não se encontrou em campo, principalmente no segundo tempo. Diante de um Náutico cheio de atletas jovens e sem entrosamento, o Vovô não demonstrou padrão de jogo e sucumbiu.




No lado do Treze, voltam do DM André Lima e Alex Maranhão. Os dois seriam importantíssimos para o suprimento de  duas grandes carências do time, mas não vão pro jogo, por falta de ritmo. Outro desfalque é o lateral Ferreira, que pediu a rescisão contratual. Com isso, a expectativa fica por conta da escalação de Pio. Ele pode jogar na direita, sacando o recém-contratado Felipe Blau e fazendo Rone entrar na função de contenção, dando mais segurança ao meio-de-campo; ou pode ir pro jogo como volante, deixando o time mais vulnerável e arriscando na lateral com um atleta que ainda não se encontra 100% fisicamente. A escalação de três volantes também não é uma opção descartável.




A receita para a vitória é marcar no campo defensivo, em zona, diminuindo os espaços, como fez o time em quase todos os jogos fora de casa, no paraibano, saindo para o contra-ataque com qualidade. Mais do que contra-atacar, o Treze precisa manter a posse de bola, como fez tão bem diante do Sergipe. Temos vários jogadores no meio-de-campo com técnica de sobra, entre eles dois especialistas na função do passe - Rone Dias e Miltinho. Se a assistência final desses dois meias sair de forma qualificada, as chances de sairmos do Castelão com um resultado positivo serão reais.








Escalações prováveis:
Ceará: Michel Alves, Luizinho, Jorge Luiz, Pablo, Jorge Henrique; Douglas Silva, Júnior Cearense, Eusébio, Lopes; Tony e Wellington Amorim. Técnico: Acácio Barreto.
Treze: Wanderson, Felipe Blau(Pio), Tiago Messias, Weverson, João Paulo; Pio(Rone), Fernando, Rone Dias, Miltinho; Cléo e Da Silva. Técnico: Marcelo Vilar.

Abaixo, uma simples análise individual de cada jogador do Ceará.

Michel Alves - Duas boas temporadas pelo Juventude lhe proporcionaram um bom contrato com o Internacional(RS), em 2009. Não se firmou, acertou com o Ceará e é reserva de Diego Salgado, ex-Flamengo. O melhor jogador do time contra o Náutico.


Luizinho - Meia de origem, teve atuação apagada no último jogo. Apesar de possuir cinco laterais-direitos no elenco, o Ceará não os utiliza, pelo menos por enquanto. Arlindo Maracanã e Marcos Pimentel são opções.

Jorge Luiz - Figura negativa no descenço do Vasco para a Série B, em 2008. Com muita força física, costuma receber muitos cartões. De qualquer maneira, hoje, lidera a defesa cearense com qualidade. 

Pablo - Com apenas 18 anos, é uma das apostas de revelação do Ceará para a Copa do Nordeste.

Jorge Henrique - Meia no início da carreira, virou lateral-esquerdo no Atlético(GO), onde teve uma boa passagem. É remanescente do time do Ceará que subiu para a Série A, onde era bastante utilizado no 2º tempo. 

Douglas Silva - Volante de muito vigor físico. É o Rone do Ceará. Chegou ao time após três temporadas pelo Coritiba, onde foi titular durante 10 partidas do time que foi despromovido à Série B. Era muito substituído e acabou perdendo espaço.

Júnior Cearense - Volante muito dinâmico, com técnica e boa noção de marcação. Além disso, finaliza muito bem de fora da área. Pra quem não acha seu nome estranho, é o mesmo que jogou no Campinense, em 2007. Pelo segundo ano consecutivo, esteve na seleção do Campeonato Cearense, atuando pelo Horizonte.

Eusébio - Veio recentemente do rival Fortaleza. É lateral esquerdo, na verdade. Rápido, driblador e técnico.  Chegou às vésperas da Série A e ainda pode ganhar espaço no time. 

Lopes - Veterano, acumula fiascos por onde passou. Há anos não se firma em nenhum clube. É pesado, mas tem certa técnica e chuta bem. Também atua no ataque.

Tony - Destaque quando atua pelos pequenos do Rio de Janeiro, porém um fracasso quando vestiu a camisa do Botafogo. Tem muitas características de meia; entre elas, o bom passe. 

Wellington Amorim - Formou a dupla titular do ataque cearense junto com Mota, durante a Série B de 2009. Porém, era quase sempre substituído por Misael - hoje titular do time - e marcou apenas 6 gols em 35 jogos.