sábado, 7 de agosto de 2010

Para o alto e avante!




Foi com muita alegria que, nesta semana, fui abordado com a proposta de assumir o Blog do Treze no site do Esporte Interativo, o canal transmissor do Campeonato do Nordeste. Devo isso a Genésio Nunes, o antigo blogueiro, que me indicou à gestão. Por falta de tempo, ele não pôde manter a atualização frequente do Blog, o que culminou em sua saída.

Fico feliz por ter sido escolhido para o trabalho e, por outro lado, triste, pois os trezeanos terão uma fonte de informação a menos. Para compensar isso, penso em, no mínimo, melhorar como porta-voz da torcida trezeana e provar que o nome do Treze a nível nacional estará em boas mãos.

Espero que os leitores contribuam com isso, interagindo com os futuros posts, sempre comentando na Caixinha de Sugestões.

O último post foi escrito por Genésio Nunes, porém a administração já está sobre meu controle.

O link é http://diario.esporteinterativo.terra.com.br/treze-pb/

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Queimando a língua





Frase do último post: Quando a torcida mais imagina que a vitória é certa, maior é probabilidade do Treze decepcionar.

O gol contra de Fernando expôs exatamente o que foi a partida de ontem. Não foi o Botafogo que conseguiu o empate. Foi o próprio Treze que não venceu. Até o momento, foi o pior resultado do Galo no Campeonato do Nordeste. Agora, para conseguir a liderança, o time deve vencer o CSA, em Maceió, na próxima rodada.

Defensivamente, o adversário alinhou um 3-4-1-2, com marcação homem a homem nos médios ofensivos do Treze, dificultando a nossa posse de bola. Sobrou espaço ofensivo para Pio e Fernando, que vinham de trás, mas, com os meias marcados, eles não tinham opção de passe curto. Era evidente a dificuldade do Galo em penetrar na área botafoguense.  

Como esperado, a criação do Botafogo praticamente não existiu. O time se aproveitava apenas de jogadas de contra-ataque, mas, na hora que o jogo individual era necessário, o Treze sempre levava a melhor. 

Contra-ataque rápido

Tenho criticado, outrora, a falta de velocidade do contra-ataque do Treze. Ontem, o Galo chegou ao gol após desarme e rápida ligação entre defesa e ataque. Chegamos ao gol com poucos toques na bola.

Intocável

É visível a superioridade do momento em que vive Cléo em relação a Vavá. Além do baixinho estar desempenhando importante papel tático, abrindo nas pontas e chamando a marcação, também é o maior assistente do time no segundo semestre e marcou gols nos últimos jogos.

Por sua vez, Vavá não se posiciona bem, o que explica o fato de não receber passes em condição de gol. Desde a partida contra o ABC, no dia 24/06, que não marca sequer um gol com bola rolando. Depois disso, além de não marcar, também não produziu para o time.

Por que o treinador tirou Cléo, e não Vavá?

Faltou atitude

Após sofrer o gol, o time necessitava de uma formação mais ofensiva. As opções mais óbvias:
a)      
     a) Retirar um meia e pôr Thiago Cunha centralizado, com Cléo e Vavá abertos nas pontas. O time passaria para o esquema 4-2-1-3.
b)            b)Trocar Cleidson por Alex Maranhão, para um maior suporte lateral ofensivo.
c)                  c)  Com o passar do tempo, as duas opções acima.

Marcelo Vilar optou por trocar apenas seis por meia dúzia. O time continuou no 4-2-2-2, mesmo precisando do resultado.

Abaixo, as notas de cada atleta e breves comentários.

Tony – 7,0 – Seguro. Difícil ser vazado, foi vítima letal do gol contra.

Niel – 6,0 – Após se posicionar de forma bizarra no 1º tempo, corrigiu os erros na 2ª etapa e fez boa partida. Na marcação homem a homem, é muito eficaz – fez 5 desarmes. Foi dele um passe excepcional que começou o contra-ataque do gol trezeano.

Tiago Messias – 7,0 – Raçudo e seguro na defesa.

Anderson – 7,5 – Bom nos desarmes e o porto seguro do time no jogo aéreo.

Cleidson – 5,5 – Posicinou-se bem na defesa, mas faltou apoio ao ataque.

Pio – 6,5 – Importante nas saídas de bola e nas ligações diretas entre defesa e ataque. Foi o maior ladrão de bolas do meio-de-campo e ainda tentou 3 arremates ao gol. Cometeu 6 faltas, o que corresponde a 50% das cometidas pelo Treze.

Fernando – 6,0 – Posicionou-se bem na defesa, foi participativo e também deu investidas ao ataque. No 2º tempo, retornou com futebol apático. Acabou marcando um gol contra.

Rone Dias – 7,0 – Fez boas jogadas individuais, driblando o adversário e lançando de forma excepcional. Deu ótimos passes e teve boa acurácia na distribuição do jogo.

Miltinho – 5,0 – Pouco participativo, também errou muito quando cruzava na área.

Cléo – 7,5 – Muita movimentação e importância tática na equipe. Pouco errou no jogo – salvo quando foi desarmado, duas vezes. Porém, arrematou de pé duas vezes no gol, acertou 3 passes e ainda marcou o tento que abriu o placar.

Vavá – 5,0 – Futebol tímido, dominando a bola e tocando de lado. Tem ao seu favor a raça de retornar à defesa e ajudar na marcação. Em 90 minutos em campo, chutou a gol apenas uma vez.

Alex Maranhão – 5,0 – Entrou para dar melhor dinâmica ao meio-campo, mas não utilizou todo o gás que possuía.

Thiago Cunha – 6,0 – Em pouco tempo, demonstrou bom posicionamento, que lhe proporcionou um grande arremate de dentro da área, obrigando excelente defesa do goleiro adversário. Também teve outra oportunidade, quando chutou rente à trave. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tudo ao nosso favor





Quando a torcida mais imagina que a vitória é certa, maior é probabilidade do Treze decepcionar. O adversário é o lanterna da competição, carrega tabu de 16 jogos de freguesia, está há 8 anos sem ganhar sequer um título, não tem torcida e sequer ostenta tradição. É mais um daqueles jogos em que nem o mais pessimista dos trezeanos pode imaginar um tropeço.

Mas o futebol não é previsível. Ao contrário do Treze, o Botafogo deverá encarar a partida como a mais importante da sua vida – pelo Galo ser seu maior rival, pela situação na tabela e pelo fato de disputar apenas esta competição. Lógico, o Treze é superior em todos os aspectos – tática, técnica e fisicamente – e ainda contará com o apoio da maior torcida do estado.

O Botafogo deve alinhar-se no 4-3-1-2. O ponto fraco desta formação está na individualidade de alguns atletas. Por exemplo, o único meia de ligação, Chapinha, não é um armador nato, o que seria imprescindível nesta formação. A fragilidade no meio adversário é tudo o que o Treze quer, já que isso deverá ocasionar ataques laterais, justamente onde o Galo é mais forte na defesa. Com dois atacantes de velocidade, é provável que a Xerox só assuste em jogadas de contra-ataque ou, em hipótese menos provável, em bolas paradas.

Vote na enquete ao lado e dê sua opinião!

Confrontos diretos entre Treze e Botafogo(PB):

Jogos: 366
Vitórias do Treze: 147
Vitórias do Botafogo: 115
Empates: 104
Maior goleada: Treze 8-1 Botafogo(25/06/1950)


Escalações prováveis:
Treze(4-2-2-2): Tony, Niel, Tiago Messias, Anderson, Cleidson; Pio, Fernando; Rone Dias, Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.
Botafogo(4-3-1-2): Genivaldo, Danilo, Alysson, Ricardo Mamborê, Cláudio Ribeiro; Val, Célio, Ricardo Miranda; Chapinha; Manú e Paulinho Macaíba. Técnico: Francisco Diá.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Respeitem o líder do Nordestão!





As divergências entre as cidades de Campina Grande e Caruaru não cessam a partir do São João. Os caruaruenses, detentores de uma festa junina com talvez a metade da infra-estrutura que possui Campina Grande, cantaram a vitória do Central sobre o Treze, durante toda a semana que antecipou o jogo entre as duas equipes. Esqueceram de respeitar o clube que é, atualmente, o líder do Campeonato do Nordeste. O Galo não fez uma partida brilhante, mas jogou o suficiente para sair do Lacerdão de forma triunfante. O jogo foi ganho na tática. 

O Central, atuando no esperado 4-2-2-2, variava taticamente quando os jogadores Rogério e Fagner permutavam suas posições. Na prática, isso transparecia uma formação 4-2-1-3. Com 2 laterais plantados na defesa, ir de encontro a uma linha de 3 era tudo que a defesa do Treze queria. Além disso, o único médio ofensivo do Central, Raúl Diogo, deslocava-se até os flancos, para tabelar com os (fracos) laterais e deixava o meio vazio. Cabia ao centro-avante Fabrício Ceará recuar e cobrir este espaço, mas era bem marcado pelos volantes trezeanos. 

Abaixo, o olho tático deste lance, que aconteceu diversas vezes, no 1º tempo. Notem como o Treze(de branco) sobrava na marcação. Notem como os laterais do Central são tímidos. Desmarcados, eles não tinham confiança de ir até a linha de fundo e puxar a marcação dos laterais trezeanos, abrindo espaços para os pontas. Com isso, o Central forçava lançamentos diagonais para a área do Galo, ou, então, tocava de lado até perder a bola.



Enquanto isso, o Treze tinha paciência e qualidade para trabalhar a bola no ataque. Os melhores lances do Central aconteciam em jogadas de contra-golpe, mas a lentidão atrapalhava. No 2º tempo, Adelmo Soares corrigiu o erro com a entrada de mais um atacante - Fábio Silva - e solicitou ligações diretas entre laterais e pontas, sem a recepção da bola pelo meio. O Treze foi salvo pela má finalização do adversário e pelas qualidades técnicas de Tony e do miolo de zaga.

Aos 25 minutos, o atacante Thiago Cunha aproveitou escanteio cobrado por Miltinho e cabeceou, abrindo o placar no Lacerdão. A bola parada, como era sabido, é um problema crônico da defesa do Central.

Se o empate praticamente classificava o Treze, a vitória assegura ainda mais o Galo na fase eliminatória. Porém, logicamente, atletas e comissão técnica só devem sossegar após a vitória no próximo domingo, diante do mesmo Central, no Amigão.


Tony – 7,0 – Pouco exigido em arremates, continua firme nas saídas de gol. Salvou o time em uma delas, no mano a mano, tirando a bola dos pés do atacante adversário.

Niel – 5,5 – Melhora defensiva considerável. Falta mais participação.

Tiago Messias – 9,0 – Um monstro em campo. Segurou o ataque adversário e foi o maior ladrão de bolas do Treze - 14 desarmes. Muito perigo na bola aérea ofensiva também.

Anderson – 5,0 – A atuação brilhante de Tiago Messias o apagou. Jogou muito através de balão, o que não lhe é normal.

Cleidson – 6,0 – Apresentou-se bem nas saídas de bola, driblando o adversário e dando o passe. Na defesa, fez 8 desarmes, mostrando-se seguro.

Roni – 6,5 – Desarmou bastante, entretanto não foi tão bom com a bola no pé. Errou passes e fez faltas perigosas contra o Treze.

Weverson – 7,5 – Grande ladrão de bolas, foi o principal desarticulador das jogadas adversárias, no meio-de-campo. Falhou em errar passes, em alguns contra-ataques.

Rone Dias – 8,0 – Principal elo entre armação e ataque e distribuidor de jogo no meio-de-campo. 92% de acurácia nos passes.

Miltinho – 7,0 – Movimentou-se bem e executou papel tático importante, permitindo que o time ficasse mais tempo com a bola, graças à sua distribuição de jogo. Foi dele a assistência para o gol.

Cléo – 6,0 – Apesar da boa movimentação e de não ter errado passes, estava perdendo várias jogadas individuais para os zagueiros do adversário. Melhorou na finalização.

Vavá – 5,5 – Só aparecia quando, nos contra-ataques, recebia a bola no meio-de-campo, dominava e passava – às vezes, errado. Não tem presença de área e nem cria oportunidades de gol para os companheiros.

André Lima – 6,0 – Seguro, mas praticamente não apareceu no jogo. 

Marcinho Guerreiro – sem nota.

Thiago Cunha – 7,0 – Entrou e marcou o gol da vitória. Além disso, foi determinado e conseguiu participar do jogo – até mais que Vavá, que jogou o jogo inteiro. Pecou em se posicionar em impedimento, duas vezes.  

sábado, 31 de julho de 2010

O jogo da classificação





A partida contra o Fluminense foi a mais difícil da 1ª fase. Fato. Mas não significa que o Galo terá moleza diante do Central, em Caruaru. Muito pelo contrário. O adversário, apesar dos maus resultados, tem entrosamento e bom nível técnico ao seu favor. O time é formado pela base do próprio Central e do Porto, no Pernambucano deste ano, e possui uma folha de pagamento de R$100.000,00 mensais.

O fato de necessitar da vitória a qualquer custo também favorece o psicológico do time da casa. No lado do Treze, porém, a derrota não seria – visivelmente – a perda de tudo. Mas um empate, certamente, significará a prática classificação ao mata-mata.

O Central é um time forte. Com um meio-de-campo versátil, o time, que atua no 4-2-2-2, pode variar para o 4-2-1-3, dependendo do panorama do jogo. Entretanto, peca na criatividade. Se a marcação do Treze for forte no meio-campo, o time de Caruaru deve mostrar fragilidade na construção de jogadas, já que conta apenas com Raul Diogo para isso.

No Galo, a dúvida fica em relação à escalação da dupla de volantes titular. [Vote na enquente ao lado e dê sua opinião!]

Escalações prováveis:                
Central(4-2-2-2): Isaías, Ricardo, Emerson, Sidney, Aírton; Cosme, Fernando Pires; Raul Diogo, Fagner(Naldinho); Rogério e Fábio Silva. Técnico: Adelmo Soares.
Treze(4-2-2-2): Tony, Niel, Tiago Messias, Anderson, Cleidson; Weverson, Marcinho Guerreiro(Roni); Rone Dias, Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.

Abaixo, algumas informações sobre o adversário.

Isaías – Ídolo do Treze em 2000/2001, onde sagrou-se bi-campeão paraibano. Estave também no elenco do Alecrim, no ano passado, que eliminou o Galo da Série D. É remanescente do time que disputou o Pernambucano pelo Central, no 1º semestre.

Ricardo – Titular do rebaixado Vera Cruz, no Campeonato Pernambucano 2010.

Emerson – Sofreu uma contratura no pé direito e ficou cerca de dois meses fora dos gramados, durante o primeiro semestre. Agora, está de volta e já readquiriu a titularidade no time.

Sidnei – Muito querido no clube, onde está há muito tempo. Bom cabeceador, é perigoso nas bolas paradas. 

Aírton – Mesmo sendo contratado pouco antes do início da Série D, logo ganhou a titularidade de Anchieta, ex-dono da posição no Estadual. Contratado junto ao Porto.

Cosme – Passou pelo Treze, na Copa Paraíba 2008. Após isso, retornou para o Porto, onde esteve até ser contratado pelo Central, para a Série D 2010. Tem porte físico e marca bem.

Fernando Pires – Remanescente do plantel que disputou o Pernambucano. Foi acometido por uma lesão, que o tirou do último jogo, contra o River Plate(SE), mas já se recuperou e deve enfrentar o Treze.

Raúl Diogo – Criativo, sabe cadenciar o jogo e construir jogadas com tranquilidade. Foi reserva do Votoraty, na Copa do Brasil.

Fagner – O “coringa” do time, pode atuar como meia, atacante ou até lateral. A bola deve procurá-lo inúmeras vezes, domingo. 

Rogério – Mais um contratado junto ao Porto. Marcou apenas 6 gols no Estadual.

Fábio Silva* - Grande ídolo em Caruaru, acumula fracassos por times de maior porte, como ABC, Náutico e Treze(na Série C 2008).  No primeiro semestre deste ano, foi reserva do Veranópolis, 7º colocado no Campeonato Gaúcho. Com mais um revés na carreira, retornou ao Central, esperando repetir o feito do ano passado, quando foi vice-artilheiro do Pernambucano, com 16 gols. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Zica, indisciplina e derrota merecida.




O Treze não suportou a pressão imposta pelo Fluminense, em Feira de Santana, e acabou perdendo pelo justo placar de 3-2.

A derrota atrapalhou os planos do alvinegro, que terá de conseguir bom resultado em Caruaru, domingo, diante do Central. Se ao menos o empate não acontecer, o time enfrentará uma difícil série de 2 jogos em casa, com obrigatoriedade de vitória. Com isso, a pressão poderá afetar o psicológico do elenco e, ainda, tranquilizar adversário, que, jogando fora de casa, não terá nada a perder.

Zica

Em boa fase, o goleiro Tony passou uma série de 3 jogos sem sofrer gol. Por azar, machucou-se e não pôde enfrentar o genérico da Bahia. Wanderson entrou e, sempre mal posicionado, sofreu 3 gols totalmente defensáveis.

E continua a má fase de Vavá. Enquanto Cléo é o maior assistente do time(7), executa importante papel tático e (agora) marca gols, Vavá segue apagado. Se Thiago Cunha provar mesmo que tem futebol para ser titular, a 9 (e não a 11) será dele.

Irresponsabilidade

Até quando Pio e Fernando continuarão prejudicando o time com atitudes de juvenil? Do início do Nordestão pra cá, Fernando é o mais indisciplinado do grupo, com 2 vermelhos e 7 amarelos recebidos; Pio vem em seguida, com 2 vermelhos e 3 amarelos.

O estilo de jogo dos dois não justifica a indisciplina. Nenhum deles é volante de pegada. Ambos são técnicos e não são punidos por excesso de vigor natural nas jogadas, mas por falta de maturidade.

Se isso acontecer num mata-mata, o sonho de ser promovido à Série C poderá sucumbir. Esperamos que diretoria e comissão técnica tenham conversa séria com os dois, a fim de serem cobradas cautela e cabeça fria. 

sábado, 24 de julho de 2010

O jogo mais difícil da 1ª fase





O Treze se prepara para mais um compromisso pela Série D, desta vez diante do Fluminense(BA). O cansaço da longa viagem, a motivação do adversário por vir de vitória fora de casa e o fato de sempre repetir a escalação, elevando o índice de entrosamento, levam a crer que este será o mais difícil confronto do Treze, na 1ª fase da competição.

O 4-2-2-2 não deverá ser vulnerável, quando o Galo aguardar o adversário em seu campo defensivo. Os armadores auxiliam na marcação, formando um quadrado no meio e impedindo cessão de espaços neste setor do campo. O Fluminense, entretanto, deixa clara a sua preferência em atacar pelos flancos, apesar dos volantes chegarem à frente. Os alas trezeanos, Niel e Cleidson, deverão se garantir na marcação, já que se, em todo lance, eles receberem cobertura de um dos volantes, haverá espaço no meio para o adversário receber e criar jogadas com facilidade.

Porém, é óbvio que o Galo não irá apenas se defender. A posse de bola é a maior característica ofensiva do time, que possui meio-de-campo bastante técnico. Quanto mais tempo a bola ficar em posse alvinegra, menos o oponente terá chances de atacar.

Má fase

O atacante Vavá é realmente um ídolo da torcida trezeana. Ele está há vários jogos sem produzir para o time, tampouco marcar gols, porém ainda não é alvo de críticas.

A última vez que marcou com bola rolando foi diante do ABC, há exatamente um mês(houve um gol de pênalti, contra o Confiança). Além disso, Vavá tem sido uma peça apagada dentro de campo. A verdade é que ele nunca se posicionou como centro-avante nato e, nos últimos jogos, vem se perdendo na posição – o que explica o fato de não receber passes em condição de gol.

Em jogo fora dos nossos domínios, será imprescindível, mais ainda, o poder de finalização do time, para poder matar o jogo nas poucas oportunidades que deverão ser criadas. O Treze tem os escanteios – com Messias e Anderson - e os arremates de Pio para isso. E dentro da área, quem fará gols?

Prováveis escalações:
Fluminense(4-3-1-2): Aloísio, Thiaguinho, Walter, Roni Souza, Sadrack; Júnior Gaúcho, Glaydstone, Gil, Ribinha; Cicinho e Júnior Mineiro. Técnico: Ubirajara Veiga.
Treze(4-2-2-2): Tony, Niel, Tiago Messias, Anderson, Cleidson; Pio, Fernando, Rone Dias, Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Treze foi menos aplicado taticamente. Mas superioridade técnica fez justiça.






O Treze espantou a teimosia de boa parte da torcida e fez prevalecer os números que possui no seu estado próprio. Em jogo aberto, diante do River Plate(SE), o Galo venceu pelo justo placar de 1-0. Agora, são aproximados 93% de aproveitamento no PV, que recebeu seu melhor público no ano.

Ambas as equipes mostraram futebol compacto, com equilíbrio entre ataque e defesa. O Treze, com mais qualidade, quando tinha a bola, obrigava o recuo dos defensores do River Plate, que alinhou-se no previsível 3-5-2.

Na mesma proporção que levava perigo à meta do adversário, o Galo se mostrava vulnerável na marcação, especialmente quando um dos volantes vinha cobrir o setor lateral, deixando o meio desguarnecido. Os contra-ataques do River Plate sempre encontravam bons espaços para construir jogadas e só foram parados pela qualidade individual da defesa trezeana.

Já nos 17 minutos finais, os sergipanos vieram pra cima de forma desesperada. O técnico Nadélio Rocha manteve a linha de três na saída de bola, porém com variações que tornavam o seu time adepto do 4-2-2-2. O Treze, mesmo aguardando o adversário no campo defensivo, não aceitou a pressão e promoveu muitos contra-ataques.

No meu último post, eu falava sobre a importância de Pio, neste jogo. Foi após seu arremate de longa distância que se originou o gol do Treze. Gol que deu a vitória à equipe, que mostrou-se superior na técnica, porém menos organizado taticamente: as falhas na marcação continuam acontecendo, e são incontestáveis. Faltou ao time permanecer mais com a bola no pé e não tentar acionar os atacantes quando os espaços não eram evidentes. É também nítida a falta de velocidade no contra-golpe trezeano - exceto na arrancada de Pio, nos minutos finais jogados, hoje. 

Abaixo, as notas individuais de cada atleta e breves comentários. Pude acompanhar o Scout da partida, tendo acesso a todas as estatísticas técnicas de cada jogador, o que melhora a capacidade de avaliação.

Tony – 8,5 – Nosso grande goleiro mostrou segurança em todas as saídas de gol, além de praticar duas defesas difíceis - uma delas sensacional, após desvio de cabeça do adversário. Já são 270 minutos sem tomar gols.

Niel – 4,5 – Não errou passes, como no último jogo. Continuou provando que cruza bem. Porém, faltou demais o apoio ofensivo e ainda pecou bastante na marcação em zona.

Tiago Messias – 8,0 – Impecável na marcação e no jogo aéreo. Ainda se aventurou de forma ofensiva, fazendo papel de lateral direito.

Anderson – 8,0 – Comandou a defesa com cabeçadas e desarmes precisos. Saía jogando de forma clássica.

Cleidson – 5,0 – Acertou apenas 50% dos passes de média e grande dificuldade. Apareceu mais para apoiar, mas sem eficiência. De perna direita, chutou por cima da trave, minutos antes do apagão.

Pio – 9,0 – Posicionou-se melhor na marcação e foi o maior ladrão de bolas no meio-campo, também cortando bolas alçadas. Na frente, foi o principal homem dos contra-ataques, conduzindo a bola com técnica e velocidade, além de ser a principal arma(lançando e arrematando) do Treze em meio à marcação sergipana. Acurácia de 75% dos passes de média e grande dificuldade.

Fernando – 5,0 – Começou mal, errando passes e até cheirando a bola. No geral, ajudou a marcação com qualidade – apesar de ser facilmente driblado em alguns lances - mas não distribuiu bem o jogo.

Rone Dias – 4,5 – Apagado no jogo, ainda foi peça fundamental na saída de bola, vindo receber atrás, livrando-se do adversário com finta e distribuindo o jogo. Entretanto, foi pouco participativo, errou em boa parte dos passes que tentou e nos cruzamentos.

Miltinho – 5,0 – Foi bastante participativo, principalmente na distribuição de passes no meio-campo e na saída de bola e ainda quase marca duas vezes – cabeçada no 1º  tempo e desvio após cruzamento no 2º. Porém, errou nada menos que 9 passes de média e longa distância, acertando também 9 – 50% de acurácia - e permitiu o desarme adversário 5 vezes.

Cléo – 7,5 – Esteve nos principais lances do Treze na partida – inclusive o gol, convertido. Foi também dele os cruzamentos para Miltinho cabecear, no 1º tempo, e desviar e obrigar grande defesa de Pablo, no 2º. Determinado, não poupou arrancadas para puxar a marcação adversária e se tornar importante taticamente. Raçudo, também voltava para ajudar a marcação. A nota não foi maior porque permitiu 2 desarmes adversários e errou 2 passes médios(os poucos que tentou) e - adivinhem - perdeu chances de gol.

Vavá – 5,0 – Seu mau posicionamento como centro-avante e também a má exibição de Rone Dias contribuíram para mais uma exibição apagada. Teve apenas uma oportunidade – não clara – de gol, arrematando de fora da área.

Weverson – 6,0 – Foi salutar taticamente, impedindo muitos ataques do adversário e criando uma barreira frente à zaga.

Piva – sem nota.

Thiago Cunha – sem nota.

sábado, 17 de julho de 2010

Jogo no PV é sinônimo de dificuldade? Mande a neura pra bem longe!





No Presidente Vargas, o balanço entre futebol apresentado e nível dos adversários estimula a impressão de que o time tem tido maiores dificuldades, especialmente para desbloquear retrancas, que no Amigão. Seja pela tão defendida tese de que as dimensões do campo são divergentes ou pela que diz que os jogadores trezeanos sofrem pressão, enquanto o psicológico do adversário permanece intacto.  

Um suposto campo menor, entretanto, dificulta os espaços para ambos os times. Aparentemente, uma vantagem para o visitante. Porém, se ele tem menos espaço, estará sujeito a errar mais passes e ter os contra-ataques bloqueados, o que significa mais posse de bola para o time da casa. E, quanto mais posse, mais oportunidades serão criadas. Em suma, a relação entre vantagens e desvantagens fica equilibrada.

Na verdade, sempre que o Treze tropeçar no PV, a culpa será atribuída a fatores excêntricos ao que ocorreu dentro de campo. A torcida procura justificar o revés e, por falta de análise do jogo, apela para argumentos ilógicos. E vale lembrar: em 2010, o aproveitamento alvinegro no Presidente Vargas é de 92% - contra 75% no Amigão.

Canhão do PV é a arma

Em 2010, em quase todos os jogos em que o Treze não apresentou bom futebol dentro de casa, o volante Pio, vice-artilheiro do time, não atuou. Ele esteve ausente diante de Atlético(0-0), Auto Esporte(2-1), Sousa(2-2) e Confiança(2-2).

Com seu potente arremate de longa distância, ele é peça fundamental no triunfo sobre retrancas. Se Cléo puxar a marcação para a ponta e um dos meias invadir a área, chamando um dos volantes adversários, haverá espaço no meio para a finalização.

No River Plate...

Desfalques do cabeça-de-área Daniel e do meia-armador Almir Sergipano, entregues ao Departamento Médico. O 3-5-2 deve ser mantido e as entradas de Alisson e Coringa promovidas.

Escalações prováveis:
Treze(4-2-2-2): Tony, Niel, Tiago Messias, Anderson, Cleidson; Pio, Fernando, Miltinho, Rone Dias; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.
River Plate(3-5-2): Pablo, Gláuber Gomes, Fernando Belém, Wallace; Fabiano, Alisson, Fernando Pilar, Coringa, Piauí; Bibi e Taílson. Técnico: Nadélio Rocha.

Continua com a ideia de que o PV é a maior razão para a dificuldade do time vencer retrancas? Clique aqui e diga o porquê! 

terça-feira, 13 de julho de 2010

Saiba tudo sobre o River Plate(SE), primeiro adversário do Treze na Série D!





Domingo, 18 de Julho, começará a grande caminhada rumo à Série C. O primeiro confronto do Treze é diante do River Plate, atual campeão sergipano. Até então mero desconhecido, está na hora de desvendar todos os segredos desse adversário, que dá mostras de que possui forças para atrapalhar as pretensões do Galo.

O genérico do time argentino já mantém a base desde 2009, quando conquistou a 2ª divisão do estadual. O treinador e mais cinco titulares dessa campanha permaneceram para a temporada de 2010. Assim, veio também o título da Primeirona, com um aproveitamento de 62,5% e campanha invicta no Quadrangular Final. O time ainda teve o artilheiro da competição: Bibi, 30 anos, destro, veloz, habilidoso e goleador – marcou 9 gols.

Oito campeões são velhos conhecidos dos paraibanos: Fernando Belém, zagueiro que atuou no Treze, em 2007; Israel, zagueiro de 38 anos, ex-Treze e Campinense; Gláuber Gomes, natural de Campina Grande; Piauí, ex-lateral esquerdo do Campinense, em 2009; Evaldo Bahia, ex-Campinense; Fernando Pilar, veterano no futebol da Paraíba; Bibi, atacante ex-Campinense e Nacional de Patos e Adelino, vice-artilheiro da equipe, com 7 gols, ex-artilheiro de Campinense e Treze.

Prêmios mostram soberania no Campeonato Sergipano

Em evento realizado pela Federação Sergipana de Futebol, foram eleitos melhores de suas respectivas posições: Pablo(goleiro), Piauí(lateral-esquerdo), Fernando Belém(4º zagueiro), Fernando Pilar(2º volante), Almir Sergipano(meia-atacante) e Bibi(craque da competição). O treinador, Nadélio Rocha, também foi homenageado.

Preparação para a Série D

Não renovaram contrato: Israel, Evaldo Bahia e Adelino. Wágner Martins, lateral direito titular da equipe, também está fora dos planos do clube. Com exceção deles, todos os campeões foram mantidos no elenco. Ou seja, o River Plate tem ainda cerca de 90% do plantel campeão, o que mantém o entrosamento da equipe.

O clube ainda fez questão de reforçar o que já era bom. Foram contratados o lateral-direito Fabiano(destaque na Queimadense e que passou também por Itabaiana, Barras-PI e Santos-SP), além dos atacantes Taílson, Tito e Jaílson. Este último, ex-Sport, Corinthians, Rubin Kazan(RUS) e Coritiba, tem sido destaque nos amistosos preparatórios, mas não poderá atuar na estreia diante do Treze - sua documentação vem do exterior e não será possível regularizar o atleta em tempo hábil.

O time é patrocinado pela prefeitura de Carmópolis, cidade-sede do clube.

A média de idade da equipe considerada titular é de 27,72. 

Forma de jogar

Desde que chegou ao River Plate, o treinador Nadélio Rocha tem utilizado apenas o esquema 3-5-2. A maior característica desse alinhamento é o forte apoio dos laterais, uma vez que a zaga já é protegida por dois volantes. O time tem nas velocidades de Piauí, Fabiano e Bibi as maiores armas para tornar o contra-ataque letal.

Nas bolas paradas, os defensores Wallace e Fernando Belém são os maiores perigos. Atenção para os arremates de longa distância de Fernando Pilar. Claro, também nunca é bom subestimar o faro de gol do baixinho Bibi(foto), artilheiro da equipe.

É bom o técnico Marcelo Vilar procurar informações sobre o adversário, pois, segundo o próprio comandante do River Plate, os jogos do Treze, no Campeonato do Nordeste, têm sido analisados pela sua comissão técnica.

Time base(3-5-2):
Pablo, Gláuber Gomes, Fernando Belém, Wallace; Fabiano, Daniel, Fernando Pilar, Almir Sergipano, Piauí; Bibi e Jaílson(Taílson). Técnico: Nadélio Rocha.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os números do Líder






Em 9 jogos, até então, no Campeonato do Nordeste, o Treze acumulou 19 pontos – 70% de aproveitamento, fez 16 gols e sofreu 11. Em casa, é um dos únicos invictos e o que possui mais triunfos(4), junto com o Vitória(que tem 1 jogo a mais). Fora de casa, tem um ataque considerado ineficiente(4 gols), porém com a melhor defesa(-4).

Melhor média

Até o momento, o jogador mais regular da equipe tem sido o garoto Miltinho(foto). O que indica isso são as próprias notas individuais que tenho alocado e exposto aqui neste blog aos jogadores, ao final de cada partida. O critério é dado pelo confronto entre os erros e acertos do jogador. Gols, assistências, co-assistências e cartões influenciam a favor ou contra, de forma mais relevante, sobre a nota final. 

Em 7 jogos que pude analisar, Milton obteve a média de 6,6 por jogo. Esta seria maior, se pudesse avaliá-lo na vitória sobre o Fortaleza, onde, segundo a imprensa cearense, foi o melhor em campo. Ele está seguido de Fernando(6,2). As médias indicam a regularidade do atleta e não quem é melhor.

Quando se trata da média da equipe inteira, as melhores foram obtidas nos jogos diante de Náutico e ABC, com 6,4 pontos para o time. A pior atuação foi diante do Ceará: 4,1.

Gols, assistências, co-assistências e cartões

Vavá é o maior goleador da equipe, com 5 gols. Na marcação de gols, ele mostrou versatilidade: foi 1 de cabeça, 1 de pênalti, 1 de fora da área com a perna direita e 2 de dentro da área com a perna esquerda. Em segundo, vem Rone Dias, com 3 gols. 

Nas assistências, o rei é Cléo. O baixinho deixou os companheiros na cara do gol 7 vezes! Já nas co-assistências – o passe anterior à assistência, índice utilizado para visualizar a participação dos atletas nos gols, Rone Dias lidera com 5; Pio e Miltinho vêm atrás, com 3 participações.

Fernando, com 4 cartões amarelos e 1 vermelho, lidera o ranking de indisciplina. Depois dele, vem Weverson, com 4 amarelos recebidos. 

domingo, 11 de julho de 2010

A dificuldade para lidar com retrancas é natural




Na noite de ontem, no estádio Presidente Vargas, o Treze entrou em campo disposto a readquirir a liderança do Campeonato do Nordeste. O adversário era o Fluminense(BA), que, até então, tinha um aproveitamento de 16,66% fora de seus domínios. Com jogo truncado, o Galo foi soberano durante a maior parte do jogo e acabou vencendo de forma merecida, pelo placar de 1-0, através do iluminado George.

Como era óbvia a superioridade trezeana, o treinador do Flu, Ubirajara Veiga, viu que sair com 1 pontinho de Campina Grande era um bom negócio. Ele alinhou o time no 4-3-1-2, com um losango no meio-campo, onde todos os jogadores auxiliavam na marcação.

Antes da bola rolar, não parecia que a retranca baiana iria dar trabalho ao Galo, que tem a posse de bola como maior característica. Porém, quando o jogo começou, o que se viu foi um show de passes errados, o que dificultou a serventia aos homens de finalização. Além do bom posicionamento na marcação, o Fluminense também tinha poder de fogo para contra-atacar. O maior volume de jogo era do Treze, mas eram os baianos que possuíam as chances mais perigosas.

No segundo tempo, o Treze foi mais superior ainda. Apesar de não servir aos atacantes com a qualidade necessária, o time manteve a posse de bola e melhorou o sistema defensivo, ficando menos desguarnecido diante dos contra-golpes tricolores. Mesmo após a expulsão de Pio, o panorama do jogo praticamente não mudou. O Galo continuava pressionando e fazendo algo raro: utilizando bastante as laterais do campo. O gol da vitória já era merecido. E ele veio, aos 47 minutos, quando Alex Maranhã bateu cruzado e George, aproveitando o rebote, balançou as redes.

A forma como a vitória foi conquistada demonstra a dificuldade que tem o time de lidar com a retranca, o que é óbvio para qualquer equipe e aceitável no mundo do futebol. Importante mesmo é ver que os espaços foram encontrados e, mais ainda, convertidos em gol. Foi o que ocorreu também diante do Confiança. A diferença é que, domingo passado, o time falhou individualmente na defesa e insistiu no jogo pelo meio - só quando Maranhão entrou, passou-se a efetivar mais as alas. O jogo de ontem deixou algo claro: quem vier se acovardar, em Campina Grande, vai sofrer.

Abaixo, as notas individuais de cada atleta e breves comentários.

Tony – 7,5 – Não praticou defesas difíceis, mas foi muito exigido no jogo aéreo, onde saiu bem em todos os lances. Segundo jogo consecutivo que sai invicto de campo, sem sofrer gol.

Niel – 5,0 – Cruzou muito bem e não comprometeu na marcação, porém pecou muito nos passes.

Tiago Messias – 8,0 – Muito seguro na marcação, raçudo e clássico. Sempre um perigo, para o adversário, nas bolas paradas.

Anderson – 8,0 – Desarma muito bem, aproveitando-se da força física. Também tira todas de cabeça.

Cleidson – 5,0 – Foi bem na marcação e fez jogadas de linha de fundo, especialmente no 1º tempo.

Pio – 3,5 –Errou muitos passes, não conduzia a bola na saída, aceitava a marcação e se perdia no sistema defensivo. Já estava mal quando foi expulso, infantilmente.

Fernando – 5,5 – Deu bons passes, especialmente quando abria o jogo pelos flancos, e arrematou de longa distância.

Alex Maranhão – 5,5 – Nasceu dele a jogada do gol, após chutar e obrigar o rebote.

Miltinho – 5,5 – Distribuiu bem o jogo e sempre levava perigo, alçando as bolas com perfeição, nas jogadas aéreas. Na melhor delas, aos 22 minutos, pôs a bola na cabeça de Vavá, que obrigou grande defesa do goleiro Aloísio.

Marcos Dias – 4,5 – Fez bem o pivô, deu um corta-luz perfeito para Vavá, no 1º tempo, mas foi o rei dos passes errados.

Vavá – 5,0 – Apagado. Teve boa movimentação, mas não tinha destaque quando recebia a bola fora da grande área. 

Weverson – 6,0 – Mostrou que sua posição é mesmo à frente da zaga. Posicionou-se muito bem e parou contra-ataques do adversário.

Piva – 6,0 – Descansado, além de ter de auxiliar o ataque, entrou também com função defensiva. Fez bons desarmes; na frente, foi ele quem iniciou a jogada do gol, dando passe para Maranhão invadir a área e arrematar.

George – 7,0 – Movimentou-se bem e teve importante papel tático. No fim, bem posicionado, foi coroado com um gol, bem ao seu estilo: no minuto final e dando a vitória para o Treze.


Vote na enquete, ao lado esquerdo da tela, e ajude a melhorar o Blog. 

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Treze enfrenta adversário em crise, mas reencontra carrasco






Amanhã, às 20h, no estádio Presidente Vargas, o Treze receberá a visita do Fluminense de Feira de Santana(BA), em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato do Nordeste. Aliás, o adversário da noite ainda não venceu fora de seus domínios e se mostra maleável ao estilo de jogo implantado pelos anfitriões.  

O Fluminense vem caindo de produção e diminuindo seu aproveitamento na competição(veja o gráfico acima). O tricolor marcou 8 pontos nas quatro partidas iniciais da competição. Nos outros quatro jogos, fez apenas 1 ponto, após empate contra o fraco time do Sergipe, dentro de casa, com dois jogadores a mais. O time, que começou tão bem a competição, agora sofre problemas. A zaga tem batido cabeça, o meio-campo erra muitos passes e tem dificuldade para criar jogadas, enquanto o ataque tem se movimentado pouco.

Talvez esses fatores expliquem o porquê de 60,61% dos apostadores do site http://www.bolaovip.com.br/ acreditarem na vitória do Treze. 30,30% creem no empate, enquanto 9,09% de malucos acham que o Fluminense sairá vencedor.

Mas nem todos os números estão a favor do Galo. Por outro lado, o Flu tem Júnior Mineiro, velho conhecido do torcedor paraibano. Em 9 jogos contra o Treze, ele marcou 7 gols.

Entre os mais marcantes, está o que tirou o título do 2º turno do Paraibano de 2007, aos 41 minutos, quando o Maior da Paraíba perdeu de 2-1 para o Atlético, em Cajazeiras. Em 2010, ele obteve sua melhor média de gols contra o Galo: 4 gols em apenas 3 jogos. No Campeonato do Nordeste, soma 4 gols e é o artilheiro de sua equipe. Números bons, mas que não assustam um time que possui Tiago Messias no setor defensivo.

Escalações prováveis:
Treze: Tony, Niel, Tiago Messias, Anderson(Da Silva), Cleidson; Pio, Fernando, Alex Maranhão,  Miltinho; Vavá e Da Silva(George). Técnico: Marcelo Vilar.
Fluminense: Aloísio, Edcarlos, Tiago, Rodrigo, Sadrack; Júnior Gaúcho, Glaydstone, Sandro, Ribinha; Deon e Júnior Mineiro. Técnico: Ubirajara Veiga.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Parabéns, Guerreiro!





Por indicação de Edson Garça, ele chegou ao Treze - época em que a torcida pedia o retorno do ex-xerife Alex Xavier. O auxiliar-técnico de Vilar colocou a mão no fogo e confirmou que, entre os dois, fosse contratado o até então desconhecido. Zagueiro de muito vigor físico, eficiente no jogo aéreo, excepcional na marcação e de muita, muita raça, não demorou para conquistar a massa alvinegra e fazê-la esquecer o capitão do vice de 2009.

Poucos sabem, mas confesso que trata-se do meu grande ídolo neste atual elenco do Treze. Falo de Tiago Messias de Jesus, o aniversariante do dia!

Um guerreiro, que já possui 35 jogos com a camisa do Treze Futebol Clube – entre amistosos e jogos oficiais, e que, desde a sua estreia, diante do Botafogo(PB), na Copa Paraíba, vem provando que há exceções no mundo futebolístico. Sim, Messias é homem de caráter e honra o manto mais sagrado da Paraíba.

Um guerreiro, que passa por inúmeras dificuldades, das quais a maior parte da torcida não imagina, mas que vem superando obstáculos a cada dia e, cada vez mais, na raça e com a graça de Deus, estendendo o seu tempo de carreira.

Tiago Messias, 29 anos de história de determinação e luta. Valeu, negão!

O guerreiro usa a solidão para praticar a convivência. Usa a raiva para mostrar o infinito valor da paz. Usa o tédio para ressaltar a importância da aventura e do abandono. Usa o silêncio para ensinar sobre a responsabilidade das palavras. Usa o cansaço para que se possa compreender o valor do despertar. Usa a doença para ressaltar a bênção da saúde. Usa o fogo para ensinar sobre a água. Usa a terra para que se compreenda o valor do ar. Usa a morte para mostrar a importância da vida. (adaptado).

Pela primeira vez no Nordestão, Treze sai de campo sem sofrer gol





Em noite de alegria para as hostes alvinegras, o Treze mostrou maior volume de jogo e derrotou o Fortaleza por 1-0, no estádio Alcides Santos. Os três pontos mantêm o Galo na briga pela liderança - soma importante, já que, na última rodada, haviam sido perdidos pontos dentro de casa.

Assim como no jogo diante do Confiança, o time marcou após jogada de bola parada. Aliás, é incrível como elas só procuram o zagueiro Tiago Messias. Foi dele a cabeçada que originou o rebote do goleiro Fabiano, que sobrou para Rone Dias abrir o placar no Pici. 

Com Tony no gol, coincidência ou não, este foi o primeiro jogo, no Campeonato do Nordeste, onde a defesa do Galo saiu invicta da partida. Sergipe(1), Ceará(2), Náutico(3), CRB(1), ABC(1), Bahia(1) e Confiança(2) contribuíram para fazer da meta do agora reserva Wanderson uma das mais vazadas, entre os primeiros colocados da competição. Números inaceitáveis para um time que tem zagueiros como André Lima, Tiago Messias e Anderson. 

A única má notícia do jogo foi o cartão amarelo aplicado a Rone Dias. Em virtude disso, ele cumprirá suspensão diante do Fluminense(BA), sábado, no Presidente Vargas.

Clique aqui para ver lances da partida. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Atacantes do Fortaleza estão sem marcar há 474 minutos




Nesta quarta-feira, o Treze enfrenta o Fortaleza, no estádio Alcides Santos, em partida válida pela 9ª rodada do Campeonato do Nordeste. A remoção da partida para o estádio com campo irregular, que tem capacidade para apenas 5 mil expectadores, reflete a falta de confiança da torcida. Não é para menos, já que o Tricolor divide a vice-lanterna com o Sergipe e vem de três derrotas seguidas. Por outro lado, o Fortaleza ganha por estar acostumado com o gramado, já que treina todos os dias no local.

Pra completar, o time ainda não venceu em casa e seus atacantes não conseguem marcar gols. O último convertido pelo ataque tricolor foi do afastado Johnes(ex-Treze), ainda pela 4ª rodada. Dos atacantes ainda no elenco, o último a marcar foi Tatu(foto), aos 66 minutos de jogo diante do CSA, na 3ª rodada da competição. Ou seja, a zica já dura aproximados 747 minutos. Dos últimos quatro gols do adversário, três foram marcados por zagueiro – Gaúcho(2) e André Turatto(1) – e um pelo volante Régis.

No lado do Treze, desfalques de Felipe Blau, Anderson e André Lima, machucados, e Fernando, que cumprirá suspensão pelo cartão vermelho. Em contrapartida, haverá reforços: Tiago Messias retorna de contusão, Niel fará sua estreia, Pio volta de suspensão e Wanderson não foi sequer relacionado.

Com a ausência de Fernando, Vilar deve manter o mesmo 4-2-2-2 que vem atuando e, dessa forma, o desafio será parar os contra-ataques adversários. A entrada de Roni melhora o setor de marcação e previne o time, mas não completamente. A torcida pede Alex Maranhão na esquerda, mas, diante de sua fragilidade na marcação, é improvável que seja escalado.

Outro perigo para o Treze será a bola aérea. Com Tiago Messias e Da Silva irregulares no cabeceio, o time pode ter dificuldade contra os zagueiros artilheiros do Fortaleza.

Escalações prováveis:
Fortaleza: Fabiano, Peter, Gaúcho, André Turatto, Guto; Leandro, Régis, Bismarck, Paulo Isidoro; Tatu e André Leonel. Técnico: Zé Teodoro.
Treze: Tony, Niel, Tiago Messias, Da Silva, Cleidson; Roni, Pio, Rone Dias, Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.

Abaixo, informações sobre os jogadores adversários.

Fabiano – Goleiro experiente, que já jogou contra o Treze pelo América(RN), na Série C 2005. Naquele ano, cheguei a me impressionar com suas defesas e sua segurança. Depois, foi sempre se destacando por onde passou, entretanto cometeu o maior erro que um jogador pode na carreira: assinou com o Campinense. De lá pra cá, nunca foi o mesmo. Tomou quase 80 gols na Série B 2009 e já é o 2º mais vazado do Campeonato do Nordeste.

Peter – Iniciou a carreira como meia, mas aproveitou suas características de lateral para mudar de posição. É veloz e costuma apoiar bastante o ataque.

Gaúcho – Bom no jogo aéreo, fez os dois últimos gols do Fortaleza, na competição. Não vem sendo feliz na carreira: em 2008 e 2009, coleciona descensos à Série C, por Fortaleza e ABC, respectivamente.

André Turatto – Experiente, acostumado a jogar Série B. Em 2010, voltará a jogar uma Série C após muito tempo. É o xerife da zaga tricolor e também marca gols – foram dois neste Nordestão.

Guto – Está no clube desde as categorias de base – tem 24 anos. Veloz, mas costuma errar passes e marcar mal. Pela torcida, foi responsabilizado pela derrota contra o Náutico(4-1), no último domingo.

Leandro – Volante de boa estatura – 1,79m, provém das categorias de base do clube – tem 23 anos. É muito criticado pela torcida.

Régis – Saiu recentemente do time juvenil. Volante de vigor físico, boa estatura – 1,86m – e chegada ao ataque.

Bismarck – Com apenas 19 anos, é mais um que provém da base do clube. É técnico e tem bom passe, mas costuma amarelar.

Paulo Isidoro – Aos 36 anos, movimenta-se bem, tem bom passe e ótima finalização. Pode atuar também como atacante – costuma fazer gols. O problema é o vigor físico, que não é mais o mesmo.

Tatu – Atacante de velocidade, destacou-se na Série C 2008 pelo Vitória da Conquista, fato que o fez assinar contrato com o São Caetano. Em 2010, chegou ao Fortaleza e foi vice-artilheiro do time no estadual, marcando 10 gols. No Nordestão, até aqui, marcou apenas um gol. É bom, porém irregular.

André Leonel – Companheiro de Capitão, na campanha da Série C 2001, pelo Treze. Aos 32 anos, está pesado e não tem a mesma mobilidade. Apesar de ser centro-avante, não é bom no cabeceio. Após duas temporadas amargando a reserva do Atlético(GO) – 2008 e 2009, fez apenas dois gols em 2010, pelo Santa Cruz, no Campeonato Pernambucano.   

domingo, 4 de julho de 2010

Números provam a má fase de Wanderson





É evidente a má fase do goleiro Wanderson. No Campeonato Paraibano, ele jogou 22 jogos e sofreu 14 gols – média de apenas 0,63 por jogo; no Nordestão, são 7 jogos e  11 gols sofridos – média de 1,57! Números que provam a queda, mais que pela metade, de seu rendimento.

Radical como é, a torcida do Treze atribui até oito dos gols sofridos pelo time, até aqui, a Wanderson. Indo contra este tipo de opinião, creio que foram cinco falhas – o que já é muito, levando em conta o fato de um só atleta ser responsável direto por quase metade dos gols que o time sofre, em determinada competição - além de lances que estariam ao alcance de sua defesa.  Mas não é só de falhas que vive o arqueiro: a insegurança também toma conta de suas exibições, o que acaba, de certa forma, contaminando o resto do time e tirando a paciência do torcedor.

Antes de tudo, a permanência de Wanderson na meta titular trezeana é, por si só, um desrespeito com o seu até então reserva, Tony. Ele está no banco desde o início do ano e, durante o excelente Paraibano de Wanderson, não reclamou disso e chegou a dar entrevista afirmando que o camisa 1 trezeano era o melhor goleiro do estado. Agora, com a visível má fase do seu companheiro, sua não escalação é motivo de levá-lo a acreditar que seu trabalho está sendo menosprezado – ou mal feito.

Eu esperei para criticar. E creio que Marcelo Vilar, assim como o treinador de goleiros, Júlio Aranha, esperou para agir. E vai agir.

A bola parada salvou o Treze





Em tarde nada inspirada, o Treze fez uma das únicas más exibições no Campeonato do Nordeste e saiu do Amigão com o empate de 2-2, diante do Confiança(SE). O resultado foi ruim, pois nos tira a confortabilidade na tabela. O adversário jogou melhor – de acordo com a sua proposta de jogo, mas o empate acabou sendo o placar mais justo.

No meu último post, eu falava da vulnerabilidade do time aos contra-ataques adversários. Hoje, isso ficou ainda mais evidente. Os volantes apoiam o ataque, carregando a bola na saída do tiro de meta e com o posicionamento ofensivo, dando opção de passe. Quando o time perde a posse, os meias não voltam à marcação e o contra-ataque adversário pega a defesa trezeana no mano a mano. Foi assim que o Confiança abriu o placar do jogo e foi assim que o time de Maurício Simões fez um verdadeiro Deus nos acuda na defesa do Treze, quando o placar marcava 2-2.

E, mesmo quando o Galo aguardava o adversário em seu campo defensivo, o meio, com Fernando e Marcinho – que fez a função de médio-volante até minutos iniciais do 2º tempo, ficava aberto e cedia um grande vazio entre as quinas da área - principalmente quando um dos volantes fazia a cobertura na lateral.

O pecado maior, entretanto, foi não se valer da posse de bola e procurar, com paciência, os espaços cedidos pelo adversário. O time se apressou, não trabalhou a bola e quis servir aos atacantes da forma mais forçada possível. Antes da bola rolar, as estatísticas mostravam que, a cada 3 gols alvinegros, no Campeonato do Nordeste, 2 eram marcados após a bola já estar empossada no campo adversário. Mas, com a forte - e inteligente - marcação do Confiança(que atuava no 3-5-2), o Treze não conseguiu achar os espaços nos momentos precisos.

No fim, as bolas paradas salvaram: foi após escanteio e pênalti que saíram os gols alvinegros. Sinceramente, se não fosse este tipo de lance, seria difícil o Treze conseguir converter sob as circunstâncias do jogo. Senão, era de se esperar, no mínimo, um sufoco tão grande quanto o de jogos como contra Botafogo(2-2).

Abaixo, as notas individuais de cada jogador e breves comentários.

Wanderson – 5,0 – Engoliu um frango incrível, no 2º gol do Confiança. No decorrer do jogo, fez duas grandes defesas e mostrou estar mais seguro. 

Felipe Blau – sem nota.

Anderson – 6,0 – No primeiro gol adversário, não acompanhou Cristiano Alagoano e permitiu o chute; no 2º, foi dele o passe errado que originou o arremate. Com exceção desses lances, todavia, foi impecável nos desarmes, nas bolas aéreas e na saída de jogo.

André Lima – 7,0 – A regularidade de sempre. Pouco falha, pouco aparece. Foi seguro na marcação e fez bons desarmes.

Cleidson – 5,0 – Não comprometeu na marcação e apoiou – mesmo que pouco - o ataque. 

Marcinho – 4,5 – Atuou como 2º volante até minutos iniciais do 2º tempo. Não apoiou bem, errando passes, e faltou mais vigor físico para voltar à marcação.

Fernando – 5,5 – Posicionou-se bem na marcação e desarmou bastante. Porém, fez muitas faltas durante o jogo, tanto que acabou sendo expulso.               

Rone Dias – 6,5 – Com o ferrolho imposto pelo adversário, faltou-lhe chamar o jogo para si e fazer jogadas individuais antes de tentar o passe final. Distribuiu a bola no meio-campo, mas pecou em muitas assistências. Mas tem crédito: foi dele a cobrança de escanteio que originou o 1º gol e foi dele o passe para Cléo sofrer o pênalti.

Miltinho – 5,5 – Assim como Rone Dias, não encontrou espaços para assistir os atacantes e acabou pecando nos passes finais.

Cléo – 5,5 – Sofreu o pênalti. Fora isso, perdeu oportunidades de gol e cruzou errado quando tentava jogadas de linha de fundo.  

Vavá – 5,5 – Apesar do gol de pênalti, quase não apareceu no jogo. Ainda movimentou-se bem, mas, quando tinha a bola dominada fora da área, não encontrava espaços para jogada individual.

João Paulo – 6,0 - Surpreendeu e, mesmo com falhas na marcação, apoiou o ataque e chamou a responsabilidade, tentando o drible para dentro do campo e o chute. Ainda deu um bom cruzamento, não aproveitado pelo time.

Roni – 7,5 – Entrou e organizou bastante o setor defensivo no meio-campo. Mesmo quando foi o único volante em campo, segurou os contra-ataques que tentavam jogadas pelo meio.

Alex Maranhão – 7,0 – Fez boa partida, com boas jogadas – levando ao fundo para cruzar ou driblando para o meio e chutando. Ainda deixou Vavá na cara do gol, mas o lance não prosseguiu. Para sua sorte, não foi necessário marcar.