É evidente a má fase do goleiro Wanderson. No Campeonato Paraibano, ele jogou 22 jogos e sofreu 14 gols – média de apenas 0,63 por jogo; no Nordestão, são 7 jogos e 11 gols sofridos – média de 1,57! Números que provam a queda, mais que pela metade, de seu rendimento.
Radical como é, a torcida do Treze atribui até oito dos gols sofridos pelo time, até aqui, a Wanderson. Indo contra este tipo de opinião, creio que foram cinco falhas – o que já é muito, levando em conta o fato de um só atleta ser responsável direto por quase metade dos gols que o time sofre, em determinada competição - além de lances que estariam ao alcance de sua defesa. Mas não é só de falhas que vive o arqueiro: a insegurança também toma conta de suas exibições, o que acaba, de certa forma, contaminando o resto do time e tirando a paciência do torcedor.
Antes de tudo, a permanência de Wanderson na meta titular trezeana é, por si só, um desrespeito com o seu até então reserva, Tony. Ele está no banco desde o início do ano e, durante o excelente Paraibano de Wanderson, não reclamou disso e chegou a dar entrevista afirmando que o camisa 1 trezeano era o melhor goleiro do estado. Agora, com a visível má fase do seu companheiro, sua não escalação é motivo de levá-lo a acreditar que seu trabalho está sendo menosprezado – ou mal feito.
Eu esperei para criticar. E creio que Marcelo Vilar, assim como o treinador de goleiros, Júlio Aranha, esperou para agir. E vai agir.

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