O Treze espantou a teimosia de boa parte da torcida e fez prevalecer os números que possui no seu estado próprio. Em jogo aberto, diante do River Plate(SE), o Galo venceu pelo justo placar de 1-0. Agora, são aproximados 93% de aproveitamento no PV, que recebeu seu melhor público no ano.
Ambas as equipes mostraram futebol compacto, com equilíbrio entre ataque e defesa. O Treze, com mais qualidade, quando tinha a bola, obrigava o recuo dos defensores do River Plate, que alinhou-se no previsível 3-5-2.
Na mesma proporção que levava perigo à meta do adversário, o Galo se mostrava vulnerável na marcação, especialmente quando um dos volantes vinha cobrir o setor lateral, deixando o meio desguarnecido. Os contra-ataques do River Plate sempre encontravam bons espaços para construir jogadas e só foram parados pela qualidade individual da defesa trezeana.
Já nos 17 minutos finais, os sergipanos vieram pra cima de forma desesperada. O técnico Nadélio Rocha manteve a linha de três na saída de bola, porém com variações que tornavam o seu time adepto do 4-2-2-2. O Treze, mesmo aguardando o adversário no campo defensivo, não aceitou a pressão e promoveu muitos contra-ataques.
No meu último post, eu falava sobre a importância de Pio, neste jogo. Foi após seu arremate de longa distância que se originou o gol do Treze. Gol que deu a vitória à equipe, que mostrou-se superior na técnica, porém menos organizado taticamente: as falhas na marcação continuam acontecendo, e são incontestáveis. Faltou ao time permanecer mais com a bola no pé e não tentar acionar os atacantes quando os espaços não eram evidentes. É também nítida a falta de velocidade no contra-golpe trezeano - exceto na arrancada de Pio, nos minutos finais jogados, hoje.
Abaixo, as notas individuais de cada atleta e breves comentários. Pude acompanhar o Scout da partida, tendo acesso a todas as estatísticas técnicas de cada jogador, o que melhora a capacidade de avaliação.
Tony – 8,5 – Nosso grande goleiro mostrou segurança em todas as saídas de gol, além de praticar duas defesas difíceis - uma delas sensacional, após desvio de cabeça do adversário. Já são 270 minutos sem tomar gols.
Niel – 4,5 – Não errou passes, como no último jogo. Continuou provando que cruza bem. Porém, faltou demais o apoio ofensivo e ainda pecou bastante na marcação em zona.
Tiago Messias – 8,0 – Impecável na marcação e no jogo aéreo. Ainda se aventurou de forma ofensiva, fazendo papel de lateral direito.
Anderson – 8,0 – Comandou a defesa com cabeçadas e desarmes precisos. Saía jogando de forma clássica.
Cleidson – 5,0 – Acertou apenas 50% dos passes de média e grande dificuldade. Apareceu mais para apoiar, mas sem eficiência. De perna direita, chutou por cima da trave, minutos antes do apagão.
Pio – 9,0 – Posicionou-se melhor na marcação e foi o maior ladrão de bolas no meio-campo, também cortando bolas alçadas. Na frente, foi o principal homem dos contra-ataques, conduzindo a bola com técnica e velocidade, além de ser a principal arma(lançando e arrematando) do Treze em meio à marcação sergipana. Acurácia de 75% dos passes de média e grande dificuldade.
Fernando – 5,0 – Começou mal, errando passes e até cheirando a bola. No geral, ajudou a marcação com qualidade – apesar de ser facilmente driblado em alguns lances - mas não distribuiu bem o jogo.
Rone Dias – 4,5 – Apagado no jogo, ainda foi peça fundamental na saída de bola, vindo receber atrás, livrando-se do adversário com finta e distribuindo o jogo. Entretanto, foi pouco participativo, errou em boa parte dos passes que tentou e nos cruzamentos.
Miltinho – 5,0 – Foi bastante participativo, principalmente na distribuição de passes no meio-campo e na saída de bola e ainda quase marca duas vezes – cabeçada no 1º tempo e desvio após cruzamento no 2º. Porém, errou nada menos que 9 passes de média e longa distância, acertando também 9 – 50% de acurácia - e permitiu o desarme adversário 5 vezes.
Cléo – 7,5 – Esteve nos principais lances do Treze na partida – inclusive o gol, convertido. Foi também dele os cruzamentos para Miltinho cabecear, no 1º tempo, e desviar e obrigar grande defesa de Pablo, no 2º. Determinado, não poupou arrancadas para puxar a marcação adversária e se tornar importante taticamente. Raçudo, também voltava para ajudar a marcação. A nota não foi maior porque permitiu 2 desarmes adversários e errou 2 passes médios(os poucos que tentou) e - adivinhem - perdeu chances de gol.
Vavá – 5,0 – Seu mau posicionamento como centro-avante e também a má exibição de Rone Dias contribuíram para mais uma exibição apagada. Teve apenas uma oportunidade – não clara – de gol, arrematando de fora da área.
Weverson – 6,0 – Foi salutar taticamente, impedindo muitos ataques do adversário e criando uma barreira frente à zaga.
Piva – sem nota.
Thiago Cunha – sem nota.

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