Não há outro título, ou palavra, que resuma o panorama do jogo entre Bahia vs. Treze, onde o Galo, dando um baile, brincou demais com um clube de tradição e saiu de campo derrotado por 1-0. Contra um dos piores times da competição, em um prático jogo de ataque contra defesa, até o empate seria um resultado injusto. O Galo esbarrou no goleiro Renê - o melhor em campo - e terminou com o revés, caindo para a 2ª posição no Campeonato do Nordeste.
Já nos primeiros minutos, o Treze envolve o adversário com bom toque de bola, liderado por Miltinho. Enquanto isso, o Bahia chegava ao ataque sem a menor inspiração dos seus homens de criação, muito bem marcados pelo meio-campo trezeano, que, sem a bola, aguardava-os no campo defensivo. O time teve muitas chances de marcar no contra-ataque, mas, assim como tem acontecido na competição, não tem aproveitado este tipo de lance. O Galo bem que poderia sair vencedor da primeira etapa, não fosse a falta de pontaria – e até azar – de Cléo.
No segundo tempo, o Treze voltou ainda melhor. Com a maior posse de bola, o meio-campo ficou mais criativo, mas insistia em alçar bolas na área, sempre cortadas pelo adversário. Outra arma do time foi apelar para as finalizações de longa distância de Pio – foram 8 durante a partida. Aos 16, o time falha na marcação. Com o Bahia tendo a bola dominada próximo da área, Pio, sem marcar ninguém, não fecha o meio e deixa Fernando no mano a mano com Maurício. O camisa 7 dá o bote errado, leva o drible e o adversário chuta no canto.
Em seguida, Vilar, afoito, troca Cléo por George. O Galo sentiu o gol e foi pra cima. Tendo o passe como o maior atributo, o Treze dominava ainda mais o jogo e desperdiçava várias chances de gol. Na melhor delas, George, dentro da pequena área, coloca a bola para fora. Já o Bahia, acuado, começava a assustar em contra-ataques perigosos, mas sem sucesso. Enfim, Vilar sente falta de mais um homem de frente e, sem opções, desloca Miltinho para o setor esquerdo do ataque e, com a entrada de Cleidson, descansado, na lateral esquerda, os dois brincaram de criar chances por este lado do campo.
No minuto final, enfim, veio o gol de empate. Milton - sempre ele - bateu falta com perfeição e a bola achou Anderson, que demonstrou frieza e balançou as redes. Mas o gol foi anulado, sendo alegado impedimento.
Agora, todavia, não adianta mais chorar o leite derramado. O Treze mereceu a vitória, sim. A boa notícia é que o time vem jogando da mesma forma em todos os jogos – o que dá tranquilidade para aguardar bons resultados no futuro. O elenco já demonstrou que é um dos mais fortes da competição e temos chance de vencer qualquer adversário, em qualquer lugar.
Abaixo, as notas individuais de cada atleta e breves comentários.
Wanderson – 6,5 – Melhorou de peformance. Fez apenas uma defesa difícil, mas mostrou mais segurança nas bolas aéreas.
Felipe Blau – 4,5 – Apagado, escondido do jogo. Nas estatísticas técnicas, o que fez de bom para o time foi apenas desarmar uma vez e sofrer uma falta, durante toda a partida. Em outros lances, levou drible dentro da área, errou passe e quase marcou contra.
Anderson – 9,0 – Maior ladrão de bolas do time(8 desarmes), não perdeu uma no sistema defensivo e sempre saía jogando de forma clássica. Pelo alto, também foi impecável(4 cortes). Entretanto, subiu mais de uma vez ao ataque e, em uma delas, o contra-ataque adversário quase resultou em gol. Empatou a partida, mas o tento foi anulado.
André Lima – 7,5 – Seguro, desarmou e marcou bem.
João Paulo – 5,0 – Levou alguns passes nas costas e mostrou, mais uma vez, deficiência na marcação. No ataque, foi nulo. Engraçado que todo jogo o meu comentário é o mesmo. O fato é que João Paulo é o jogador mais regular do time: sempre joga mal!
Pio – 6,0 – Foi quem mais arrematou a gol – embora a acurácia tenha sido de apenas 25% - e acertou a maioria dos passes. Faltou melhor posicionamento na marcação.
Fernando – 6,0 – Não apareceu, mas marcou bem e deu alguns passes. Levou o drible que culminou no gol baiano.
Rone Dias – 5,0 – Tentou chutar de longe duas vezes, mas sem sucesso. Acertou pouco mais de 50% dos passes que tentou. Números que exibem o mau rendimento do camisa 8.
Miltinho – 8,0 – Se Rone Dias não rendia o esperado, Milton tratou de aparecer no jogo e foi o atleta mais participativo em campo. 20 passes e 4 cruzamentos na medida, sendo o principal distribuidor de bolas do time.
Cléo – 4,5 – Teve como seu ponto forte o cabeceio(isso mesmo!): na 1ª etapa, cabeceou na trave e, posteriormente, obrigou boa defesa de Renê. Nas jogadas de linha de fundo, entretanto, errou todos os cruzamentos e foi infeliz em alguns dos poucos passes que tentou.
Vavá – 5,0 – Pouco apareceu, mas não recebeu passes. Teve a oportunidade de chutar a gol apenas uma vez, mas esbarrou no goleiro do Bahia. Em escanteio cobrado por Miltinho, a bola veio esticada demais, saiu do seu alcance, e ele, livre de marcação, não dominou.
Cleidson – 6,0 – Entrou e melhorou o poder ofensivo do time, fazendo várias jogadas pelo setor esquerdo em parceria com Milton. Ao contrário do seu agora reserva, não tinha medo do adversário e levou jogadas para a linha de fundo e tentou o cruzamento.
Piva – sem nota.
George – 4,5 – Movimentou-se bem e apareceu no jogo, mas, quando o time precisou, ele não foi eficiente. Perdeu um gol incrível, dentro da pequena área. Como diria o jargão do futebol: esse até minha avó fazia.
Assita, aqui, ao gol da partida.
Assita, aqui, ao gol da partida.

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