Em tarde nada inspirada, o Treze fez uma das únicas más exibições no Campeonato do Nordeste e saiu do Amigão com o empate de 2-2, diante do Confiança(SE). O resultado foi ruim, pois nos tira a confortabilidade na tabela. O adversário jogou melhor – de acordo com a sua proposta de jogo, mas o empate acabou sendo o placar mais justo.
No meu último post, eu falava da vulnerabilidade do time aos contra-ataques adversários. Hoje, isso ficou ainda mais evidente. Os volantes apoiam o ataque, carregando a bola na saída do tiro de meta e com o posicionamento ofensivo, dando opção de passe. Quando o time perde a posse, os meias não voltam à marcação e o contra-ataque adversário pega a defesa trezeana no mano a mano. Foi assim que o Confiança abriu o placar do jogo e foi assim que o time de Maurício Simões fez um verdadeiro Deus nos acuda na defesa do Treze, quando o placar marcava 2-2.
E, mesmo quando o Galo aguardava o adversário em seu campo defensivo, o meio, com Fernando e Marcinho – que fez a função de médio-volante até minutos iniciais do 2º tempo, ficava aberto e cedia um grande vazio entre as quinas da área - principalmente quando um dos volantes fazia a cobertura na lateral.
O pecado maior, entretanto, foi não se valer da posse de bola e procurar, com paciência, os espaços cedidos pelo adversário. O time se apressou, não trabalhou a bola e quis servir aos atacantes da forma mais forçada possível. Antes da bola rolar, as estatísticas mostravam que, a cada 3 gols alvinegros, no Campeonato do Nordeste, 2 eram marcados após a bola já estar empossada no campo adversário. Mas, com a forte - e inteligente - marcação do Confiança(que atuava no 3-5-2), o Treze não conseguiu achar os espaços nos momentos precisos.
No fim, as bolas paradas salvaram: foi após escanteio e pênalti que saíram os gols alvinegros. Sinceramente, se não fosse este tipo de lance, seria difícil o Treze conseguir converter sob as circunstâncias do jogo. Senão, era de se esperar, no mínimo, um sufoco tão grande quanto o de jogos como contra Botafogo(2-2).
Abaixo, as notas individuais de cada jogador e breves comentários.
Wanderson – 5,0 – Engoliu um frango incrível, no 2º gol do Confiança. No decorrer do jogo, fez duas grandes defesas e mostrou estar mais seguro.
Felipe Blau – sem nota.
Anderson – 6,0 – No primeiro gol adversário, não acompanhou Cristiano Alagoano e permitiu o chute; no 2º, foi dele o passe errado que originou o arremate. Com exceção desses lances, todavia, foi impecável nos desarmes, nas bolas aéreas e na saída de jogo.
André Lima – 7,0 – A regularidade de sempre. Pouco falha, pouco aparece. Foi seguro na marcação e fez bons desarmes.
Cleidson – 5,0 – Não comprometeu na marcação e apoiou – mesmo que pouco - o ataque.
Marcinho – 4,5 – Atuou como 2º volante até minutos iniciais do 2º tempo. Não apoiou bem, errando passes, e faltou mais vigor físico para voltar à marcação.
Fernando – 5,5 – Posicionou-se bem na marcação e desarmou bastante. Porém, fez muitas faltas durante o jogo, tanto que acabou sendo expulso.
Rone Dias – 6,5 – Com o ferrolho imposto pelo adversário, faltou-lhe chamar o jogo para si e fazer jogadas individuais antes de tentar o passe final. Distribuiu a bola no meio-campo, mas pecou em muitas assistências. Mas tem crédito: foi dele a cobrança de escanteio que originou o 1º gol e foi dele o passe para Cléo sofrer o pênalti.
Miltinho – 5,5 – Assim como Rone Dias, não encontrou espaços para assistir os atacantes e acabou pecando nos passes finais.
Cléo – 5,5 – Sofreu o pênalti. Fora isso, perdeu oportunidades de gol e cruzou errado quando tentava jogadas de linha de fundo.
Vavá – 5,5 – Apesar do gol de pênalti, quase não apareceu no jogo. Ainda movimentou-se bem, mas, quando tinha a bola dominada fora da área, não encontrava espaços para jogada individual.
João Paulo – 6,0 - Surpreendeu e, mesmo com falhas na marcação, apoiou o ataque e chamou a responsabilidade, tentando o drible para dentro do campo e o chute. Ainda deu um bom cruzamento, não aproveitado pelo time.
Roni – 7,5 – Entrou e organizou bastante o setor defensivo no meio-campo. Mesmo quando foi o único volante em campo, segurou os contra-ataques que tentavam jogadas pelo meio.
Alex Maranhão – 7,0 – Fez boa partida, com boas jogadas – levando ao fundo para cruzar ou driblando para o meio e chutando. Ainda deixou Vavá na cara do gol, mas o lance não prosseguiu. Para sua sorte, não foi necessário marcar.

Nobre colega,
ResponderExcluirÓtima análise.Parabéns!
Grande Quirino! Muito obrigado! É um prazer tê-lo por aqui.
ResponderExcluirSua opinião é sempre valiosa e aqui não é diferente. Comente sempre!