Na noite de ontem, no estádio Presidente Vargas, o Treze entrou em campo disposto a readquirir a liderança do Campeonato do Nordeste. O adversário era o Fluminense(BA), que, até então, tinha um aproveitamento de 16,66% fora de seus domínios. Com jogo truncado, o Galo foi soberano durante a maior parte do jogo e acabou vencendo de forma merecida, pelo placar de 1-0, através do iluminado George.
Como era óbvia a superioridade trezeana, o treinador do Flu, Ubirajara Veiga, viu que sair com 1 pontinho de Campina Grande era um bom negócio. Ele alinhou o time no 4-3-1-2, com um losango no meio-campo, onde todos os jogadores auxiliavam na marcação.
Antes da bola rolar, não parecia que a retranca baiana iria dar trabalho ao Galo, que tem a posse de bola como maior característica. Porém, quando o jogo começou, o que se viu foi um show de passes errados, o que dificultou a serventia aos homens de finalização. Além do bom posicionamento na marcação, o Fluminense também tinha poder de fogo para contra-atacar. O maior volume de jogo era do Treze, mas eram os baianos que possuíam as chances mais perigosas.
No segundo tempo, o Treze foi mais superior ainda. Apesar de não servir aos atacantes com a qualidade necessária, o time manteve a posse de bola e melhorou o sistema defensivo, ficando menos desguarnecido diante dos contra-golpes tricolores. Mesmo após a expulsão de Pio, o panorama do jogo praticamente não mudou. O Galo continuava pressionando e fazendo algo raro: utilizando bastante as laterais do campo. O gol da vitória já era merecido. E ele veio, aos 47 minutos, quando Alex Maranhã bateu cruzado e George, aproveitando o rebote, balançou as redes.
A forma como a vitória foi conquistada demonstra a dificuldade que tem o time de lidar com a retranca, o que é óbvio para qualquer equipe e aceitável no mundo do futebol. Importante mesmo é ver que os espaços foram encontrados e, mais ainda, convertidos em gol. Foi o que ocorreu também diante do Confiança. A diferença é que, domingo passado, o time falhou individualmente na defesa e insistiu no jogo pelo meio - só quando Maranhão entrou, passou-se a efetivar mais as alas. O jogo de ontem deixou algo claro: quem vier se acovardar, em Campina Grande, vai sofrer.
Abaixo, as notas individuais de cada atleta e breves comentários.
Tony – 7,5 – Não praticou defesas difíceis, mas foi muito exigido no jogo aéreo, onde saiu bem em todos os lances. Segundo jogo consecutivo que sai invicto de campo, sem sofrer gol.
Niel – 5,0 – Cruzou muito bem e não comprometeu na marcação, porém pecou muito nos passes.
Tiago Messias – 8,0 – Muito seguro na marcação, raçudo e clássico. Sempre um perigo, para o adversário, nas bolas paradas.
Anderson – 8,0 – Desarma muito bem, aproveitando-se da força física. Também tira todas de cabeça.
Cleidson – 5,0 – Foi bem na marcação e fez jogadas de linha de fundo, especialmente no 1º tempo.
Pio – 3,5 –Errou muitos passes, não conduzia a bola na saída, aceitava a marcação e se perdia no sistema defensivo. Já estava mal quando foi expulso, infantilmente.
Fernando – 5,5 – Deu bons passes, especialmente quando abria o jogo pelos flancos, e arrematou de longa distância.
Alex Maranhão – 5,5 – Nasceu dele a jogada do gol, após chutar e obrigar o rebote.
Miltinho – 5,5 – Distribuiu bem o jogo e sempre levava perigo, alçando as bolas com perfeição, nas jogadas aéreas. Na melhor delas, aos 22 minutos, pôs a bola na cabeça de Vavá, que obrigou grande defesa do goleiro Aloísio.
Marcos Dias – 4,5 – Fez bem o pivô, deu um corta-luz perfeito para Vavá, no 1º tempo, mas foi o rei dos passes errados.
Vavá – 5,0 – Apagado. Teve boa movimentação, mas não tinha destaque quando recebia a bola fora da grande área.
Weverson – 6,0 – Mostrou que sua posição é mesmo à frente da zaga. Posicionou-se muito bem e parou contra-ataques do adversário.
Piva – 6,0 – Descansado, além de ter de auxiliar o ataque, entrou também com função defensiva. Fez bons desarmes; na frente, foi ele quem iniciou a jogada do gol, dando passe para Maranhão invadir a área e arrematar.
George – 7,0 – Movimentou-se bem e teve importante papel tático. No fim, bem posicionado, foi coroado com um gol, bem ao seu estilo: no minuto final e dando a vitória para o Treze.
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