quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vencer CRB: maiores obstáculos estão no próprio Treze




Amanhã, o Treze entra em campo diante do CRB de Alagoas, com o objetivo de conseguir mais três pontos e embalar na classificação do Campeonato do Nordeste. O empate, no entanto, também é um bom resultado, visto que o adversário está no G-4 desde o início da competição.

A exibição ruim – uma das piores do ano – diante do Ceará, pela 2ª rodada, é o que faz o torcedor temer a derrota fora de casa. Se ela vier, entretanto, provavelmente não será da forma horripilante que se viu no último jogo fora de casa. Isso porque Vilar deve manter o 4-2-2-2 que vem dando show nos domínios alvinegros. O problema é corrigir os dois maiores erros do time: a falta de contra-ataque e, principalmente, a vulnerabilidade nas bolas paradas. Até aqui, dos 6 gols marcados pelo Treze, no Campeonato do Nordeste, nenhum nasceu de contra-golpe. Cinco surgiram quando o Galo já tinha a posse de bola no campo do adversário e 1 foi de pênalti. Dos gols sofridos, 50% aconteceram após cobranças de falta alçadas na área.

A primeira carência se explica pela falta de um homem veloz e que saiba o que fazer com a bola, além de laterais que apoiem neste tipo de lance. O que fica difícil quando se tem apenas Cléo como homem de velocidade e laterais que, desde o início do ano, não deram uma assistência de gol – explicitando a falta de aproveitamento ofensivo dos mesmos. Entretanto, com a entrada de Vavá, podem haver mudanças. Em 13 jogos com a camisa alvinegra, ele participou de 8 gols provindos de contra-ataque, marcando 6 e assistindo 2.

A segunda carência é mais comprometedora. Nos 3 gols do Náutico, na última quarta-feira, o Treze marcou mano a mano dentro da área em dois e ficou em desvantagem numérica em um – absurdo! Não bastasse, Pio, colado com um adversário, sempre, sempre sai da marcação assim que a bola é alçada, aguardando ser homem do contra-ataque – porém Rone Dias ou João Paulo já ficam na meia-lua esperando a mesma jogada. Ou seja, não há precisão para desmarcar o oponente assim. Weverson cavando falta sem necessidade, Felipe Blau também saindo da marcação, Fernando assistindo à bola e dando as costas para o centro-avante... O que se vê nas imagens é uma série de lambanças que somam-se à insegurança momentânea de Wanderson.

Desfalques de Tiago Messias e Weverson – significando perda de entrosamento na defesa, porém maior eficiência nas bolas aéreas, com a provável dupla André Lima e Anderson – e Da Silva Exú, artilheiro do time junto com Pio.

Escalações prováveis:
CRB(3-4-1-2): Hudson(Carlos Carioca); Leandro, Toninho e Alex; Amaral, Fabinho Vitória, Johnnattan, Ewerton e Renatinho; Edmar e Paulinho Marília. Técnico: Celso Teixeira.
Treze(4-2-2-2): Wanderson, Felipe Blau, Anderson, André Lima(Da Silva) e João Paulo; Pio, Fernando, Rone Dias e Miltinho; Cléo e Vavá. Técnico: Marcelo Vilar.

Abaixo, algumas informações sobre os regatianos:

Hudson – Fez um Campeonato Paraibano ruim pelo Campinense.  Tem bons reflexos, mas é falho na bola aérea.

Leandro – Jogou no Treze em 2006. Experiente(36), é raçudo e tem força física. Homem de confiança de Celso Teixeira.

Toninho – Campeão Alagoano em 2008 pelo CSA. Nascido em Maceió, tem crédito no estado de Alagoas. É o cobrador de pênaltis do time.

Alex – Procede das categorias de base. Zagueiro leve e jovem(apenas 21 anos). É reserva e deve entrar no lugar de Pedrosa, machucado.

Amaral – Ala rápido. Veio do Ceilândia(DF).

Renatinho – Vestiu a camisa do Treze em 2006, indicado por El Louco Teixeira. É apoiador, rápido, mas costuma errar passes e marcar mal.

Fabinho Vitória – Volante de boa estatura, tem 27 anos e veio do Vitória de Santo Antão(PE). É reserva e deve substituir o contundido André Silva.

Johnnattan – Volante de bom passe. Apenas 21 anos, veio da base do CRB.

Ewerton – Natural de Belo Horizonte, é rodado pelo estado de Minas Gerais. Com 27 anos, é um jogador técnico, responsável pelas principais jogadas do time. Sentiu o adutor da coxa no treino e pode não jogar.

Edmar – Destaque do time, fez 2 gols em 4 jogos. Veio das categorias de base.

Paulinho Marília – Assinou com o Galo, em 2007, mas foi embora para o futebol chinês. Foi reserva do Campinense na Série C de 2008 e marcou apenas 6 gols no Paulistão A-2 de 2009, pelo Comercial. Vem de carreira decadente. Porém, foi o artilheiro do Campeonato Mato-grossense de 2010, fato que justifica sua contratação pelo CRB.

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