Havia afirmado, em post anterior, que o maior problema, apesar da condição física e entrosamento não estarem em formas ideais, foi a desorganização tática do Treze em campo, sobretudo defensivamente. Não adianta falar de cabeça quente e/ou sem olhar crítico apurado que os jogadores são ruins. São bons. Mas falta distribui-los em uma formação organizada e eficiente para o time, não para destacá-los individualmente.
Na 1ª etapa, por mais que tenha feito uma má exibição, Fábio Oliveira foi, sim, importante para o time. Ele jogou mais recuado que os demais homens do meio-campo e preencheu espaços em que o adversário poderia ter explorado. No 2º tempo, entretanto, com a entrada de Márcio Pinho, o time passou a jogar com dois médios volantes e dois meias que não marcam. Resultado: falta de pegada na marcação e vazios no meio-campo defensivo do Galo.
Hoje, vendo o vídeo dos gols da partida, isso ficou claro. Repare no 1º gol do América como há, entre os 8 e 9 segundos, um espaço enorme cedido pelo alvinegro. E foi justamente deste espaço que surgiu o adversário que cruzou a bola na área e originou o gol. Detalhe também para a marcação homem a homem do Treze, estratégia que, com boa movimentação tática do adversário, sempre vira um perigo contra a própria pele. Em virtude desta marcação, os dois volantes vieram praticamene para a lateral do campo e Paulinho Potyguar se distanciou demais da linha da zaga.
Por sua vez, o 2º gol se originou de passe errado de Laercio, com auxílio dá má distribuição do time no setor ofensivo - mais uma vez, o "buraco" no meio existiu, com Júlio César Zabotto permanecendo na linha dos atacantes e Laercio, usualmente, caindo para as pontas para trocar passes com os laterais. No lance do gol, de contra-ataque, prevaleceu a batida de cabeça da defesa alvinegra, que, mesmo em vantagem numérica(eram 7 contra 4), permitiu a penetração do adversário. Detalhe: sem parcialidade alguma, é responsável afirmar que o receptor do cruzamento estava completamente em impedimento.
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