quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ANÁLISE TÁTICA DOS GOLS SOFRIDOS




Havia afirmado, em post anterior, que o maior problema, apesar da condição física e entrosamento não estarem em formas ideais, foi a desorganização tática do Treze em campo, sobretudo defensivamente. Não adianta falar de cabeça quente e/ou sem olhar crítico apurado que os jogadores são ruins. São bons. Mas falta distribui-los em uma formação organizada e eficiente para o time, não para destacá-los individualmente.

Na 1ª etapa, por mais que tenha feito uma má exibição, Fábio Oliveira foi, sim, importante para o time. Ele jogou mais recuado que os demais homens do meio-campo e preencheu espaços em que o adversário poderia ter explorado. No 2º tempo, entretanto, com a entrada de Márcio Pinho, o time passou a jogar com dois médios volantes e dois meias que não marcam. Resultado: falta de pegada na marcação e vazios no meio-campo defensivo do Galo.

Hoje, vendo o vídeo dos gols da partida, isso ficou claro. Repare no 1º gol do América como há, entre os 8 e 9 segundos, um espaço enorme cedido pelo alvinegro. E foi justamente deste espaço que surgiu o adversário que cruzou a bola na área e originou o gol. Detalhe também para a marcação homem a homem do Treze, estratégia que, com boa movimentação tática do adversário, sempre vira um perigo contra a própria pele. Em virtude desta marcação, os dois volantes vieram praticamene para a lateral do campo e Paulinho Potyguar se distanciou demais da linha da zaga. 

Por sua vez, o 2º gol se originou de passe errado de Laercio, com auxílio dá má distribuição do time no setor ofensivo - mais uma vez, o "buraco" no meio existiu, com Júlio César Zabotto permanecendo na linha dos atacantes e Laercio, usualmente, caindo para as pontas para trocar passes com os laterais. No lance do gol, de contra-ataque, prevaleceu a batida de cabeça da defesa alvinegra, que, mesmo em vantagem numérica(eram 7 contra 4), permitiu a penetração do adversário. Detalhe: sem parcialidade alguma, é responsável afirmar que o receptor do cruzamento estava completamente em impedimento

GALO AINDA OSTENTA INVENCIBILIDADE




Apesar da derrota de ontem, o Treze ainda continua invicto em Campina Grande. Pelo menos em jogos oficiais. A série está atualmente em 37 partidas, passando por 6 competições distintas.

Em 2009, foram 3 partidas na Série D e 7 na Copa Paraíba. No ano seguinte, o Galo não sucumbiu em  15 jogos no Paraibano, 1 na Copa do Brasil, 7 no Nordestão e 4 na Série D.

Em 2011, o Galo passará por difíceis embates para poder dar sequência ao recorde. Principalmente no dia 16/02, quando enfrentará o São Paulo pela Copa do Brasil. Depois, no dia 27/02, o Galo terá confronto diante do rival Campinense. O detalhe é que, se não for antecipado, o time jogará contra o São Paulo, no Morumbi, na noite do dia 24/02, possuindo apenas 2 dias de descanso para o Clássico dos Maiorais.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SEM DESCULPAS



A displicência pode levar muitos a afirmarem que o resultado em amistoso não importa de maneira alguma. É evidente que a preparação física, técnica e tática estão acima disso. Mas o adversário, apesar da qualidade técnica, possuía quase nenhum entrosamento – já que havia começado a treinar com bola há menos de 10 dias, além de não estar bem fisicamente.

E, apesar das deficiências do América, o Treze facilitou o jogo, especialmente mostrando fragilidade no sistema defensivo em geral, fruto do mau posicionamento do time quando a bola estava em posse do adversário e, também, da má distribuição dos jogadores no ataque, o que dificultava o retorno à defesa em caso de contra-ataque.

Apesar da derrota, primeira da pré-temporada, esta foi a melhor exibição do Treze em 2011. Não adianta dizer que o time não possui boas peças. Falta simplesmente ao treinador Marcelo Vilar cumprir o seu dever de organizar o time, sobretudo defensivamente.

Abaixo, as notas de cada jogador.

Marcello Galvão – 7,0 – Demonstrou insegurança no início da partida, mas depois desencantou, fazendo boas defesas e passando segurança. Mas deixa muito, muito mesmo a desejar nas saídas de gol. 

Tigrão – 7,5 – Jogou com raça, foi bem na defesa e apoiou bastante. Destaque para sua agilidade em ir ao ataque e voltar para defender. É titular do ainda mau preparado fisicamente Ferreira. 

Ranieri – 6,0 – Foi seguro e importante no jogo aéreo defensivo.

Anderson – 4,5 – Não teve tranqüilidade para sair jogando, apelando para balões em várias oportunidades. Continua com o problema do mau posicionamento, ficando muito adiantado em relação à linha da zaga. Ainda arrumou tempo para ter culpa no cartório em um dos gols do adversário.

Paulinho Potyguar – 7,0 – Iniciou o 1º tempo com timidez, apagado no ataque e se posicionando mau na defesa. Na 2ª etapa, porém, foi articulador de várias jogadas e demonstrou qualidade no cruzamento.

Fábio Oliveira – 5,0 – Nos minutos iniciais, marcou bem e não errou. Depois, foi protagonista de vários passes errados.

Thiago Almeida – 7,5 – Fez boa partida, com passe e reposição de bola impecáveis. Na 2ª etapa, entretanto, cansado e improvisado na lateral-direita, caiu drasticamente de rendimento.

Laercio – 6,5 – Apagado no 1º tempo, o meia voltou bem na 2ª etapa de jogo. Distribuiu bem o jogo e ainda foi o assistente do gol de Cléo. Com isso, ele se firma como maior “garçom” do time alvinegro, com 4 assistências na pré-temporada.

Júlio César Zabotto – 5,5 – Ainda visivelmente fora de forma, não fez boa partida, mas notou-se que ele possui boa qualidade técnica. Maravilhou a torcida com toques de letra e calcanhar e fez bons passes. Mas continua sendo bastante desarmado, fruto da não correspondência do corpo a trombadas e fintas, além de se posicionar mau em vários lances, permanecendo na linha do ataque, proporcionando um vazio no meio do Galo.

Cléo – 8,0 – Deu trabalho à defesa americana, com sua velocidade, além de fazer bons cruzamentos, bons passes e ainda marcar o gol do Galo na partida.

Warley – 6,0 – Foi pouco acionado, por isso fez pouco no jogo. Ainda deu bons passes, mas não foi o bastante para consagrá-lo nos 90 minutos. Entretanto, é notável a sua qualidade técnica.

André Lima – 6,0 – Entrou e passou tranqüilidade na zaga, inclusive cortando um dos lances perigosos a favor do adversário, encarando o adversário com velocidade e desarmando-o. Com a má fase de Anderson, tem bola para ser titular.

Weverson – 4,0 – Pouco fez na defesa e ainda foi o rei dos passes errados.

Márcio Pinho – 9,0 – Ele ainda não tinha tido tempo de mostrar seu futebol, que foi exibido com maestria, esta noite. Foi bem na marcação, ganhou vários jogos de corpo, bolas aéreas e foi perfeito na distribuição de jogo e no passe. Ainda levou bastante perigo à meta adversária com arremates de longa distância, sejam em falta ou com a bola rolando.

Piva – sem nota.

Manu – 5,0 – Foi pouco participativo, mas ainda levou perigo à meta americana, com boa finalização.

Glauco – 4,0 – Perdeu gol em baixo da trave e deu cabeçadas medíocres. E continua com a "mania" de cavar faltas. Desta vez, tentou fazê-lo dentro da área, numa queda mais do que bizarra.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VILAR DESENHA TIME TITULAR




De acordo com a relação dos convocados para a partida de hoje, diante do América(RN), o técnico Marcelo Vilar já parece esboçar a escalação do Galo para pelo menos iniciar o Campeonato Paraibano. Pela primeira vez com jogadores em condições físicas aceitáveis, essa premissa parece evidente.

É provável, portanto, que o time que começar o jogo de logo mais seja o mesmo que irá enfrentar o Auto Esporte, na estreia do Campeonato Paraibano, no dia 06 de Fevereiro. 

O adversário, em suma, é uma equipe boa tecnicamente, mas ainda precária nos aspectos físicos e, sobretudo, no entrosamento, visto que o time não manteve a base do plantel anterior e ainda está a treinar há poucos dias. Para se ter uma ideia, apenas três dos prováveis escalados para enfrentar o Galo são remanescentes do plantel rebaixado para a Série C – entre eles o meia Washington, ex-Campinense e Botafogo. 

Treze(4-2-2-2): Marcello Galvão; Ferreira, Ranieri, Anderson, Paulinho Potyguar; Fábio Oliveira, Thiago Almeida; Laercio, Júlio César Zabotto; Cléo e Warley. Técnico: Marcelo Vilar.

América(4-2-2-2): Tutti; Osmar, Mauro, Robson, Márcio; Róbson Simplício, Elielton; Daniel Barros,Washington; Charles e Anderson Santos. Técnico: Dado Cavalcanti.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O MELHOR MEIA DA DÉCADA




Contratado por empréstimo junto ao Ceará, o meia Rone Dias chegou ao Treze para suprir a carência de um maestro no meio-campo alvinegro. Com estilo armador, com passe quase perfeito, visão de jogo apurada e boa finta e finalização, Rone Dias logo conquistou a torcida trezeana.

Ao longo de 6 meses vestindo o manto sagrado, fez 31 partidas, marcou 5 gols – 2 de falta e 3 após arremates de fora da área, fez 14 assistências e participou de mais 15 gols do Treze.

No Paraibano, atuando como único armador da equipe, o craque destruiu as estruturas, sendo o maior assistente da competição com 11 passes precisos que resultaram em gol - 8 deles marcados por Vavá. Além disso, ele marcou 2 gols de falta e também foi co-assstências de mais 6 gols do Treze. Após a sua chegada, o Galo marcou 26 gols no Paraibano, tendo-o como participante – com gols, assistências e co-assistências – em 16 vezes.

Entretanto, no 2º semestre, jogando ao lado de Miltinho, o craque não tocava na bola como antes, já que seu companheiro - que corria bastante no 1º tempo, mas cansava na metade do 2º - recebia mais bolas por sempre vir recebê-la na linha à frente da zaga. Os passes de Milton, entretanto, por motivos extra-campo, pouco procuravam Rone Dias. Mesmo com a queda de rendimento, no 2º semestre, RD10 ainda foi o jogador mais participativo e de melhor Scout do meio-de-campo trezeano. Na Série D, o meia participou de quase 50% dos gols alvinegros, enquanto que, no Nordestão, teve participação em 11 dos 18 gols do Galo. E é porque estava em “má fase”...

Confira os destaques da década na posição:

(2001) – Marcelo Borges

(2002) – Rodrigo Tabata

(2003) – Alexandre Ratinho

(2004) – Fabiano Gadelha

(2005) – Da Silva

(2006) – Gil Baiano e Leozinho

(2007) – Gaibu

(2008) – Leandro Sena

(2009) – Miltinho

(2010)Rone Dias