Em noite sem inspiração por parte dos atletas do Treze, o time sucumbiu ao ritmo imposto pelo Ceará, no Castelão, saindo de lá com uma derrota de 2-0. A proposta de Vilar era um 3-5-2. Opção sensata, já que tínhamos de encontrar um esquema que cobrisse a deficiência da marcação nas laterais. Entretanto, Rone Dias, improvisado no ataque, não fez função de homem de frente, voltando demais para o meio-de-campo de forma centralizada, fazendo com que, na prática, o time atuasse num 3-6-1, sem referência no ataque. Se nosso treinador não queria abrir mão de um meio-campo com pelo menos 4 jogadores técnicos, e também não tinha medo de queimar Felipe Blau, mal fisicamente, talvez o melhor esquema fosse o que venceu o Campeonato Paraibano e que faz com que Pio, mal em campo, rendesse mais: o 4-3-1-2, com Weverson, Fernando e Pio e Rone Dias fechando o sistema meio-campista.
O prático 3-6-1 amarrou o time do Treze, no primeiro tempo. Seria um esquema de valia, se tivéssemos laterais velocistas, técnicos e que apoiassem bastante o ataque. Mas, não. Dependemos da armação dos meias. Porém, com os volantes sobrecarregados, a bola não chegava aos homens de criação. Enquanto isso, o Ceará, explorando os flancos do campo, ia chegando à meta trezeana. Mostrando também fragilidade técnica, o time da casa não conseguiu chegar ao gol e a primeira etapa terminou em 0-0.
Sem alterações, o Galo volta para o segundo tempo de forma que lembrou o time que venceu o Sergipe. Apesar de não ter eficiência no contra-ataque, já que faltavam laterais apoiadores e um meio-campista ou atacante de velocidade, o time pôs a bola no chão e começou a envolver o Ceará com posse de bola. Após a expulsão do jogador cearense, Cléo entrou para aumentar o ritmo das jogadas, enquanto Pio foi para a lateral direita. Esta modificação, apesar de necessária, já que Blau cansara, prejudicou defensivamente o time, que viu o primeiro gol cearense sair deste setor.
O jogo continuou em aberto, mesmo com o Ceará já com o domínio da partida e com o Treze rendido em campo. Só após as expulsões de Marcos Dias – justa – e Da Silva – lance para cartão amarelo, o Ceará teve forças para marcar o segundo e sacramentar a vitória. No lance do gol, “destaque” para João Paulo, que levou nas costas e parou na jogada. Tiago Messias e Weverson, aguardando o impedimento, também pararam. Só João Paulo não voltou para desfazer o erro.
No fim, uma derrota merecida, já que o time não teve personalidade na maior parte do jogo. É bom lembrar que enfrentamos um time que foi base titular do acesso à Série A, ano passado. O time jogou bem na quarta-feira, diante do Sergipe, e certamente não desaprendeu a jogar futebol em três dias, a julgar pela má exibição que fez hoje.
Abaixo, as notas individuais de cada jogador e um breve comentário.
Wanderson – 4,5 – Pior exibição do nosso goleiro com a camisa do Treze. No primeiro gol, quis defender de mão trocada, quando o simples, defender com a mão esquerda, seria o mais viável. Mostrou-se inseguro e saiu mal do gol em diversas bolas.
Tiago Messias – 5,0 – Inseguro, ainda foi em cima dele a cabeçada que originou o primeiro gol. Com a raça de sempre, ainda tem crédito.
Da Silva – 7,0 – Boa partida, fazendo bons desarmes e demonstrando segurança. Já desbanca Weverson num provável esquema com 2 zagueiros, pelo menos enquanto Alexandre e André Lima não voltam. Expulsão injusta, num lance para amarelo.
Weverson – 5,5 – Não apareceu muito no jogo. Quando foi acionado, não teve no desarme sua maior eficiência.
Felipe Blau – 4,0 – Não apoiou o ataque e não foi bem na defesa. Ainda errou passes. Mal apareceu no jogo.
João Paulo – 2,5 – Péssimo na marcação, comprometeu o time no segundo gol do Ceará, deixando a avenida aberta e assistindo tudo de camarote, do mesmo jeito que fez contra o Sergipe. Se pelo menos apoiasse o ataque, mas, não.
Pio – 3,0 – Errou entre 7 e 9 passes durante a partida. Estava apático e, quando foi para a lateral direita, não correu mais. O primeiro gol do Ceará originou-se de um setor que deveria estar sendo protegido por ele.
Fernando – 6,5 – Raçudo, errou poucos passes, marcou bem e arrumou a expulsão adversária. Fez tudo isso, mas com um nível aquém do esperado.
Miltinho – 6,0 – Distribuiu o jogo com qualidade no passe, mas faltou a tão importante assistência final.
Rone Dias – 3,0 – Com medo de jogar. Errou muitos passes e se escondeu do jogo. No início, foi sacrificado pelo esquema, que o fazia se perder no posicionamento.
Da Silva – 3,0 – Praticamente não tocou na bola e pareceu estar em outro mundo durante a partida.
Jô – sem avaliação.
Marcos Dias – ZERO! – Sem comentários. O maior papelão que um jogador do Treze conseguiu fazer em tão poucos minutos em campo. A nota não é por raiva dele, mas pelo que realmente mereceu.
Cléo – 3,0 – Teve tempo para aparecer no jogo, mas não aconteceu. A bola também não chegou nele. De qualquer forma, foi ineficiente quando teve o domínio.

Esse mário pordeus deve se achar demais viu!!!! quem vc pensa que é? o pvc do nordeste? te inxerga menino!!!
ResponderExcluirNossa, acho que o Mário te achou atrás do armário, hein?
ResponderExcluirNão liga pra esse imbecil que te criticou...
ResponderExcluirEu não conhecia esse espaço, mas adorei. Parabéns!!!
Pra quem mora longe é sempre bom todo tipo de notícias e análises. Ainda mais qnd a análise é bem feita...
Caros leitores.
ResponderExcluirNa verdade, pra mim, foi uma honra ser, insensata e indiretamente, comparado ao comentarista da ESPN. Queria ser 10%, talvez menos, do que ele é.
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Fico feliz de ver que há trezeanos autênticos também de outras cidades acompanhando as postagens. Na verdade, nenhuma surpresa, já que nossa torcida é existente em todo o mundo. Um motivo a mais para continuar escrevendo, Thiago.
Saudações alvinegras.